PS desafia Rui Rio a aprovar Orçamento

O líder do PSD, Rui Rio, reafirmou esta manhã que os três deputados do PSD-Madeira irão votar contra o Orçamento do Estado 2022, afastando a hipótese dos sociais-democratas contribuírem para a viabilização do OE2022.

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LUSA/MIGUEL A. LOPES

José Luís Carneiro, secretário-geral adjunto do PS, desafiou na manhã desta terça-feira Rui Rio a aprovar o Orçamento do Estado (OE) para 2022, afirmando que o líder do PSD “poderia dar um bom exemplo”, mostrando nestes últimos momentos da discussão “que coloca os interesses nacionais acima dos seus”. 

“Era uma boa oportunidade para desmentir que aquilo que o secretário-geral do PS disse não tinha razão de ser. O que o PS disse foi que quem tem mais interesse no lugar maioritário do PS é o PSD. Foi aquilo que quis dizer o secretário-geral do PS. Quando depender do PSD, significa que vamos para a oposição, mas o doutor Rui Rio poderia demonstrar que afinal o secretário-geral do PS não estava certo, e ele próprio dava uma lição de política ao país, de ética republicana e de serviço ao interesse nacional”, afirmou Carneiro em entrevista à TSF no diz em que faz dois anos que ocupa o cargo de secretário-geral adjunto do PS.

Já sobre a possibilidade de o PSD-Madeira poder viabilizar o OE, o socialista disse que o PS “terá todo o interesse de contar com todos os apoios que viabilizem o OE”, porque diz ter “bem a noção da importância da aprovação do Orçamento” para cumprirem os seus “compromissos com os cidadãos”.

A hipótese de os três deputados do PSD eleitos pela Madeira votarem a favor do OE já foi afastada por Rui Rio na segunda-feira, que esta manhã reafirmou que estes irão votar contra. 

“O PSD decidiu, através da sua comissão política nacional, votar contra o OE. A comissão política regional da Madeira também decidiu exactamente a mesma coisa, em consonância com a comissão política nacional”, declarou o líder do partido aos jornalistas, nos corredores da Assembleia da República, enquanto decorria a segunda parte do debate orçamental.

“Nós temos 79 deputados e os 79 deputados em obediência das directrizes da comissão nacional - a quem compete definir em muitas circunstâncias - está decidido há muito tempo. E é assim”, simplificou. “Vai acontecer, porque haveria de não acontecer?”, indagou.