Amorim: “Num clube grande temos de estar sempre de olho aberto”

Sporting defronta neste sábado o Moreirense, o primeiro de uma série de quatro jogos consecutivos em Alvalade.

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Rúben Amorim, treinador do Sporting EPA/ERDEM SAHIN

Nas próximas quatro semanas, o Sporting praticamente não vai sair de casa. Sete dos próximos oito jogos serão em Alvalade, jogos que irão decidir o futuro dos “leões” em várias competições e Rúben Amorim quer uma equipa focada em todos. “Temos de ver isso pelo lado positivo, não temos viagens e isso ajuda. E vamos ter o estádio com muita gente. Vamos definir algumas competições, temos a Taça da Liga, o campeonato, a Taça de Portugal, a Liga dos Campeões. Não há viagens, mas sabemos que são decisivos. Num clube grande temos de estar sempre de olho aberto”, comentou nesta sexta-feira o treinador “leonino”.

Essa série de jogos seguidos em Alvalade começa neste sábado, com a recepção ao Moreirense, uma equipa que Amorim classifica como “bem trabalhada": “É uma equipa sem responsabilidade neste jogo. Pode jogar em 3x4x3, já jogou em 4x3x3, não sabemos ao certo como se vai apresentar, mas sabemos que é bem trabalhada, com bons jogadores, rápidos na transição e perigosos. Para o Moreirense, qualquer ponto em Alvalade é um bónus para o seu campeonato. Jogámos na Liga dos Campeões e temos de mudar o chip.”

Os dois últimos jogos do Sporting terminaram em goleadas (4-0 ao Belenenses e 4-1 ao Besiktas), mas Amorim rejeita que esta melhoria da produção ofensiva esteja apenas relacionada com o regresso de Pedro Gonçalves à equipa. “Um jogador não faz uma equipa. Ele é muito importante para a equipa, tem um passado como médio e que faz de avançado, mas não penso que a equipa esteja dependente dele. Toda a gente melhorou e elevou o nível. Quando estão todos um bocadinho melhor, a equipa melhora”, assinalou.

Num “onze” muito estável, Amorim tem mexido bastante na ala esquerda, variando a sua opção entre Vinagre, Matheus Reis e Nuno Santos. O técnico justificou esta rotatividade com aquilo que cada adversário pede: “Vamos variando consoante o adversário. O jogador que jogava ali era o Nuno Mendes, que era muito completo. Dividimos o que ele era por vários jogadores. Escolhemos de acordo com cada jogo.”

Sobre a possibilidade de perder Feddal em Janeiro para a selecção de Marrocos que vai disputar a Taça das Nações Africanas, Amorim diz que nunca se mete entre um jogador e a sua selecção. “Não costuma falar disso com os jogadores. Se tiver de ir à selecção, temos vários para jogar de central do lado esquerdo. Estamos salvaguardados e não pensamos ir ao mercado.”