Sp. Braga bate Ludogorets na Liga Europa

Equipa portuguesa marcou aos 7’ por Ricardo Horta e beneficiou do empate do Estrela Vermelha no outro jogo do Grupo F.

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Iuri Medeiros em duelo com Verdon EPA/Vassil Donev

O Sp. Braga venceu esta quinta-feira o Ludogorets, por 0-1, no primeiro triunfo da equipa em solo búlgaro, em partida da terceira jornada do Grupo F da Liga Europa, beneficiando ainda do empate do Estrela Vermelha (1-1) frente ao Midtjylland, para ficar a um ponto da liderança na corrida pelo apuramento para os oitavos-de-final. 

O Sp. Braga entrou decidido a quebrar o jejum de vitórias na Bulgária, impondo-se com naturalidade e marcando por Ricardo Horta no segundo grande momento ofensivo dos minhotos (7'), um minuto depois de Iuri Medeiros ter rematado ao poste.

Em apenas sete minutos, numa triangulação simples de Galeno, Sequeira e Horta, a equipa portuguesa parecia embalada para o resultado pretendido, apesar de, num livre junto à lateral, os búlgaros terem marcado por intermédio de Josué Sá, com o central português a beneficiar de posição irregular que determinou a invalidação do golo.

De qualquer modo, estava dado o aviso de um Ludogorets intenso, por vezes no limiar da agressividade, com que a arbitragem pactuou, passando a criar inúmeros problemas aos bracarenses, de certa forma adormecidos pela vantagem.

Apesar da reacção do campeão búlgaro, o resultado não sofreria alteração até ao descanso e o Sp. Braga ainda conseguiu reorganizar-se para terminar a primeira parte com maior ascendente.

Exceptuando os lances de bola parada e algumas investidas de Tekpetey, o Ludogorets só dispôs de uma boa oportunidade, por Sotiriou, num remate frontal à entrada da área, que Matheus segurou com dificuldade.

Ao intervalo, Carlos Carvalhal precisava de incutir uma maior dinâmica e, fundamentalmente, de reactivar o jogo associativo dos primeiros dez minutos dos bracarenses, que confundiu o adversário, guardando e circulando a bola sem permitir que o jogo voltasse a entrar numa fase de maior dimensão física.

 No reatamento, voltava a imperar o equilíbrio, com o Sp. Braga a perpetuar um jogo baseado na expectativa e no erro do adversário, que, por seu lado, precisava de mostrar mais do que mera vontade de dar a volta ao resultado, tarefa a exigir melhores argumentos.

O tempo começava a jogar a favor dos portugueses, acentuando-se a ansiedade e as precipitações que o Sp. Braga aguardava enquanto Galeno não acertava o drible no flanco esquerdo e Abel Ruiz não assomava na área.

O espanhol seria o primeiro a sair, com o compatriota Mario González a apostar na profundidade que o Sp. Braga poderia explorar nos últimos 30 minutos, estratégia que incluía a troca de Iuri por Piazón para controlar o espaço que o Ludogorets era obrigado a ceder.

O cenário não sofria, contudo, alterações significativas, com o Sp. Braga a consolidar a sensação de que tinha o jogo controlado, apesar de alguns sobressaltos resolvidos pela perspicácia de Matheus, a evitar problemas de maior. Ainda assim, foi Mario González a justificar a chamada e a cabecear ao ferro e, numa segunda vaga, a obrigar Kahlina a resolver um lance de maior apuro.

O Sp. Braga refrescava o meio-campo para segurar a vantagem na ponta final, quando poderia ter sofrido uma contrariedade em lance delicado de Fabiano na área. Os búlgaros reclamaram penálti, por pretensa mão do brasileiro, hipótese descartada pelo VAR.

Refeito do susto e aproveitando a fase de desespero do Ludogorets, o Sp. Braga partiu à procura do golo da confirmação, que Chiquinho não foi capaz de apontar, depois de uma série de embrulhadas de Galeno na área búlgara.