A “Mulher do Vulcão” regressou a casa e foi como se de lá nunca tivesse saído

Aos 95 anos, a geógrafa Raquel Soeiro de Brito voltou ao lugar onde viveu quando aterrou no Faial para estudar o vulcão dos Capelinhos, em 1957. Agora propriedade do realizador Gonçalo Tocha, o edifício deverá vir a acolher o centro de residências artísticas AvistaVulcão: A Casa da Missão.

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Raquel Soeiro de Brito não passou despercebida no Faial quando ali aterrou para estudar a erupção do vulcão dos Capelinhos SALVADOR FERNANDES
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O regresso de Raquel Soeiro de Brito aos Capelinhos, 64 anos depois, deu-se pela mão do realizador Gonçalo Tocha MARIANA LOPES
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A geógrafa é a única integrante da missão de 1957 que ainda está viva MarianA lOPES
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Duas exposições dão testemunho da passagem de Raquel Soeiro de Brito pelo Faial em 1957, tinha então a geógrafa 32 anos MARIANA LOPES
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A casa que em 1957 albergou a missão vulcanóloga deverá em breve acolher um centro de residências artísticas MARIANA LOPES

O local é a zona oeste do Faial. A ilha acaba ali. Há um silêncio esmagador e um misticismo a cobrir a paisagem. Sente-se o peso da terra. Uma terra que cresceu 2,5 quilómetros há 64 anos, devido a uma erupção que nasceu no mar e deixou uma cicatriz em forma de montanha. Um monte de terra feita de cinza, tão crua como mutável, que tem vindo a recuar por força da erosão, mas que ainda se agiganta sob o velho farol.