O que o futebol significa para elas: “Amor e vida”

As raparigas afegãs que jogam futebol estão a adaptar-se à vida em Portugal depois do que deixaram para trás. Uma delas deixou um apelo: “Não aceitem o governo dos taliban. Se aceitarem, estão a destruir os desejos e os sonhos de todas as mulheres afegãs.”

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O encontro está atrasado. Problemas de navegação no trânsito de Lisboa para o autocarro com 70 refugiados afegãos que chegaram a Portugal há quase duas semanas. Na Torre de Belém, que vigia o rio Tejo há mais de 500 anos, esperam por eles alguns jornalistas, alguns turistas curiosos e uma surpresa. O grupo tem de fazer algumas centenas de metros a pé para chegar ao ponto de encontro. Neste grupo, estão 26 raparigas afegãs entre os 14 e os 16 anos que jogam futebol. Quando chegam ao ponto de encontro, nem olham para os jornalistas ou para os turistas. Só têm olhos para Farkhunda Muhta, a capitã da selecção feminina de futebol do Afeganistão, um país que deixou de ser seguro para meninas e mulheres que praticam a modalidade.

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