Santana voltou a festejar a vitória na Figueira. “Até a barraca abana”

PS terá perdido a autarquia que presidia há 12 anos e que há quatro tinha ganho com maioria absoluta.

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Adriano Miranda

Santana Lopes voltou a ser o senhor Figueira da Foz. Depois de ter presidido à autarquia entre 1997 e 2001, então em nome do PSD, o antigo presidente ganhou agora como independente, relegando o PS, que tinha a chave da câmara há 12 ano, para segundo plano. Os sociais-democratas ficaram-se pelo terceiro lugar. “Com o Santana até a barraca abana”, gritavam os seus apoiantes no meio de uma enorme festa.

Na marginal da cidade, onde se celebrava a vitória do movimento Figueira a Primeira, parecia noite de carnaval antes da pandemia. Centenas de pessoas, com camisolas da candidatura vestida dançavam ao som de uma banda que fazia uma enorme algazarra. Um camião de caixa aberta decorado com balões e com o enorme cartaz com a cara de Santana chamava a atenção pela sua dimensão. Um grupo de seguranças de uma empresa privada controlava a situação e o que se passava na sala no interior do hotel era transmitido para a rua através de um ecrã gigante.

Quando, às 21h48, Santana entrou na sala as pessoas quase enlouqueceram. “Santana, Santana, Santana”, gritava-se com afinco na sala e nas ruas. “Com Santana até a barraca abana”, gritava um grupo de mulheres. “Ah, meu lavagante”, dizia outra vestida de peixeira.

Santana distribuiu beijos e abraços às dezenas e depois dirigiu-se aos jornalistas. “É uma vitória extraordinária. Ganhámos ao PSD e ao PS que candidatava o presidente em funções”, começou por afirmar.

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Questionado sobre a vitória, depois dos fracassos que teve no partido Aliança, Santana diz que “é a vida”. “Umas vezes caímos, outras levantamo-nos. Estas palavras servem especialmente para os que sofrem, para os que passam momentos difíceis. Há sempre um momento em que tudo melhora. Só me apetece dar um grande abraço a todos os figueirenses”, acrescentou.

Quando Santana falou aos jornalistas, ainda não havia resultados oficiais, mas havia a possibilidade de o candidato independente chegar à maioria absoluta. “O que importa é ganhar e eu estava à espera de ganhar. Passe a modéstia foi uma proeza enorme. Uma vitória contra todas as armadilhas que me colocaram no caminho. Uma proeza”, assegurou.