Setembro e mais além

Simone Duarte, em O Vento Mudou de Direcção. O 11 de Setembro que ninguém viu, conseguiu seleccionar um conjunto de entrevistados que, sem terem pretensões de constituírem uma amostra das vítimas colaterais do 11 de Setembro ou de as representarem, são, ainda assim, ilustrativos do modo como os acontecimentos subsequentes a esse dia acabaram por marcar o destino de milhões de pessoas em todo o mundo.

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fernando donasci

O aniversário dos atentados do 11 de Setembro tem suscitado actos de memoração e outros gestos simbólicos por todo o mundo, o mais importante dos quais terá sido a catastrófica retirada do que restava de tropas norte-americanas estacionadas no Afeganistão, no passado Agosto (agora, “nada lá há, além dos afegãos e dos distúrbios”, como dizia premonitoriamente um historiador persa do século XVI). No campo livresco, pouco tem surgido entre nós sobre o dia fatídico, ao contrário do que sucede lá fora, especialmente na América, onde se publicaram novos títulos neste mês de Setembro, como Ordinary Heroes: A Memoir of 9/11, de Joseph Pfeifer, First Casualty: The Untold Story of the CIA Mission to Avenge 9/11, de Toby Harnden, ou Ground Zero: A novel of 9/11, de Alan Gratz, para não falar do também recentíssimo September 11: The 9/11 Story, Aftermath and Legacy, organizado pela Associated Press e prefaciado por Robert De Niro.

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