Falha de segurança com Marcelo? Como se monta uma visita do Presidente

Marcelo não soube da presença de suspeito de terrorismo num restaurante em que esteve em 2018. Mas admitiu que faça parte da estratégia da fiscalização da PJ “dar espaço de liberdade a quem pode ser uma pista para encontrar outras estruturas”. Em Belém dificilmente uma ameaça à segurança do Presidente passaria despercebida.

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O esquema de segurança do Presidente é mais complexo do que parece LUSA/RODRIGO ANTUNES

A permanente avaliação de risco feita pelos vários serviços de segurança da Presidência da República é tão apertada que dificilmente terá sido um erro ou falha de informação a visita que o chefe de Estado fez, em Junho de 2018, a um restaurante em Arroios (Lisboa) onde trabalhava um dos suspeitos de terrorismo detido na semana passada. Embora não tenha sido informado dessa situação na altura, Marcelo Rebelo de Sousa admite que tal se tenha inserido na “estratégia da fiscalização” do suspeito, que estava sob vigilância da Polícia Judiciária, juntamente com o irmão mais velho, desde Julho de 2017. Até porque, as visitas do Presidente seguem um manual com regras pré-definidas. 

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