“Se tivermos cem pessoas aqui por dia, são cem momentos em que não estão na rua”

Primeira sala de consumo vigiado fixa abriu há três meses em Lisboa, duas décadas depois de a lei passar a prever este tipo de instalações. O processo foi moroso, mas a adesão tem sido “bastante significativa” e superado as expectativas, reconhecem os técnicos. “Queremos muito que esta sala seja uma referência para quem precisa.”

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O Serviço de Apoio Integrado está aberto das 9h às 20h durante a semana e aos fins-de-semana e feriados das 9h às 15h
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A V. o espaço já não lhe é estranho. Afinal, por ali passa todos os dias pelo menos três vezes – “às vezes mais” – sempre que sente necessidade de consumir. Acabara de sair da sala das drogas injectáveis, uma das vias que apresenta maior risco de overdose, mas também de propagação de doenças infecciosas, sobretudo se houver partilha de seringas e de outros materiais. Estamos na Quinta do Loureiro, dentro do bairro municipal construído depois da demolição das barracas da colina do antigo Casal Ventoso. É um local onde se convive com a droga há largas décadas e, por isso mesmo, lugar óbvio para a instalação da primeira sala de consumo vigiado fixa do país, vulgarmente conhecida por sala de chuto. 

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