O Arouca estendeu a passadeira e o Benfica aproveitou

A expulsão do guarda-redes adversário ainda nos minutos iniciais do encontro tornou a missão dos benfiquistas bem mais facilitada.

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A festa dos jogadores do Benfica após um dos golos marcados frente ao Arouca LUSA/MANUEL DE ALMEIDA

O Arouca regressou esta época à I Liga e esse estatuto de novato fez-se notar, neste sábado, no Estádio da Luz. Um erro de principiante do seu guarda-redes estendeu uma passadeira vermelha ao Benfica, que os “encarnados” aproveitaram para vencer por 2-0.

Com o play-off da Liga dos Campeões no horizonte, Jorge Jesus fez aquilo que prometeu e promoveu várias alterações ao “onze” benfiquista em relação ao último jogo. Foram sete as caras novas a iniciar a partida com o Arouca, deixando na equipa titular apenas Pizzi, João Mário, Vlachodimos e Otamendi, com as “águias” a apresentarem-se no relvado em 4x4x2, um esquema táctico também ele diferente do 3x5x2 que vinha sendo utilizado.

Perante um opositor que foi um dos emblemas promovidos à I Liga esta temporada, o Benfica aproveitou da melhor forma uma infantilidade do guarda-redes Vítor Braga para tornar o jogo fácil.

O dono da baliza do Arouca pensou que o árbitro tinha assinalado fora de jogo por ter visto o árbitro auxiliar levantar a bandeirola. Só que Manuel Mota deixou o jogo seguir, pois a bola tinha ido parar às mãos de Vítor Braga. Depois de ter lançado o esférico para a entrada da sua área, o guarda-redes percebeu o erro que tinha cometido e, ao ver Yaremchuk a preparar-se para ficar com a bola, cometeu falta. Manuel Mota mostrou-lhe o cartão vermelho e desde o minuto 13 o Arouca passou a jogar em inferioridade numérica.

Bola nos ferros

Do próprio livre surgiu a primeira grande ocasião de golo do Benfica, com um disparo à trave de Waldschmidt, com Everton a acertar no poste quando tentou a recarga. E pouco tempo depois, um remate de fora da área de Everton voltou a animar os adeptos nas bancadas.

O Benfica dominava com naturalidade, embora revelasse algumas dificuldades para ultrapassar a muralha defensiva do Arouca, que juntou as suas linhas e defendia-se como podia.

Só que num dos poucos lances em que o Arouca se soltou um pouco mais e chegou perto da baliza de Vlachodimos, uma perda de bola permitiu uma transição veloz dos “encarnados”, com João Mário a desmarcar Yaremchuk e o ucraniano a ultrapassar o seu marcador e a cruzar para a área, onde Waldschmidt só teve de empurrar a bola para a baliza.

Ainda antes do intervalo, Pizzi serviu Yaremchuk, que marcou o seu primeiro golo pelo Benfica (já que o que apontou frente ao Spartak não lhe foi atribuído pela UEFA), dilatando a vantagem “encarnada”.

E, a partir desse momento, perante um opositor claramente inferiorizado e que só por uma vez obrigou Vlachodimos a uma defesa apertada, o Benfica ficou a dever a si próprio uma goleada das antigas.

O segundo tempo foi uma sucessão de golos falhados, o mais gritante de todos um remate ao poste de Gonçalo Ramos, quando o avançado estava na pequena área e a pouco mais de um metro da linha de baliza, faltavam dez minutos para os 90.