Dez figuras que marcaram os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

O PÚBLICO escolheu dez protagonistas destas Jogos que, por alguma razão – e não forçosamente apenas por causa das suas conquistas – marcaram esta competição.

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Simone Biles (ginástica)

Foi uma das figuras dos Jogos de Tóquio, não pelas medalhas, mas pela mensagem que deixou: a saúde mental é mais importante que o imperativo da competição. A ginasta norte-americana sentiu que não estava bem e que isso podia colocá-la em risco, abdicou de quase todas as finais para que estava qualificada, mas reapareceu no último dia para ganhar um bronze na trave. Foi uma de duas medalhas que ganhou em Tóquio, bem longe do que tinha feito no Rio, com três ouros e um bronze, e uma aura de perfeição e invencibilidade. O que aconteceu na capital japonesa não vai beliscar o seu legado. Só lhe vai dar uma outra dimensão.

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Kevin Durant (basquetebol)

Pouco mais de um ano depois de ter recuperado de uma rotura do tendão de Aquiles, Kevin Durant mostrou que está totalmente recuperado e sem medo, levando às costas um Team USA cheio de problemas rumo a mais um ouro no basquetebol olímpico. Com casos de covid, lesões, recusas e jogadores que vieram directamente das finais da NBA, o extremo dos Brooklyn Nets foi a constante na equipa de Gregg Popovich, uma elegante e implacável máquina de marcar pontos, um jogador indefensável para qualquer um. Depois de começarem com uma derrota frente à França, terminaram a derrotar o mesmo adversário de uma forma eficiente qb. Não é o Dream Team (nenhuma selecção norte-americana alguma vez se irá aproximar dessa maravilhosa equipa de 1992), mas chega para o ouro.

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Mijain Lopez (luta)

Desde 2008 que Mijain López faz o mesmo aos seus adversários, pega neles com impunidade e atira-os ao chão. Em Tóquio, o gigante cubano conquistou a sua quarta medalha de ouro consecutiva na luta greco-romana, as duas primeiras nos 120kg e as duas últimas em 130kg. Foi mais uma exibição demolidora de López, destruindo na final o georgiano Iakobi Kajaia, e, aos 38 anos, já deu a entender que já não irá voltar em 2024. Mas vai retirar-se com um feito que Alexandr Karelin, o lendário lutador russo e considerado um dos melhores de sempre, nunca conseguiu, o de ser tetracampeão olímpico – depois dos títulos em 1988, 1992 e 1996, Karelin perdeu na final em 2000 com um norte-americano que ninguém conhecia.

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Emma McKeon (natação)

Ninguém vai sair de Tóquio com tantas medalhas como Emma McKeon, a nadadora que se tornou na mais medalhada de sempre da Austrália (11 em duas edições dos Jogos), ultrapassando outro nadador, Ian Thorpe. Foram quatro títulos mais três medalhas de bronze numa edição da natação olímpica em que as australianas estiveram em grande. Ariarne Titmus e Kaylee McKeown também coleccionaram muito ouro e causaram muitos dissabores às “estrelas” americanas, Katie Ledecky que o diga.

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Caeleb Dressel (natação)

Espera-se sempre que haja um nome dominante na natação olímpica. Nas três últimas edições dos Jogos houve um, Michael Phelps, em Tóquio, quem mais se aproximou foi Caeleb Dressel, que recolheu cinco medalhas de ouro, das quais três em provas individuais, aumentando o seu currículo olímpico para sete títulos. Ainda só tem 23 anos e uma longa vida olímpica pela frente, mas se o objectivo é apanhar Phelps e as suas 28 medalhas olímpicas (26 de ouro), ainda tem muito que nadar.

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Quan Hongchan (saltos)

Com apenas 14 anos, deixou todos boquiabertos ao somar dois mergulhos com a nota máxima e quase um terceiro nos saltos para a água da plataforma de 10m. Bateu o recorde do mundo, deixou a concorrência a... milhas. E tudo começou para ajudar a comprar medicamentos para a mãe.

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Sifan Hassan (atletismo)

Partiu para estes Jogos Olímpicos com o objectivo de conquistar três medalhas de ouro: nos 1500m, nos 5000m e nos 10.000m. No final, quase conseguiu a proeza, falhando apenas na distância mais curta, onde ficou com o bronze. Mas isso não diminui em nada o feito da holandesa.

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Elain Thompson-Herah (atletismo)

A velocista jamaicana deu seguimento à tradição que aquele país das Caraíbas tem quando se trata de correr depressa na pista e ganhou todas as provas em que competiu, vencendo o ouro nos 100 e 200m e ainda subindo ao lugar mais alto do pódio na estafeta de 4x100m.

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Lamont Marcell Jacobs (atletismo)

Talvez tenha sido a vitória mais improvável destes Jogos. O sprinter italiano venceu a primeira final olímpica dos 100m da era pós-Usain Bolt. E pensar que Jacobs há apenas três anos se dedicava ao salto em comprimento e que antes nunca tinha baixado dos 10 segundos na distância.

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Yulimar Rojas (atletismo)

Foi por causa dela que Patrícia Mamona não regressou de Tóquio com a medalha de ouro no triplo salto, mas esta venezuelana que venceu o concurso fê-lo de forma sublime, com um salto de 15,67m que lhe valeu o recorde mundial, destruindo uma marca (15,50m) que já tinha 26 anos de vida.

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