Por usarem calções em vez de biquíni, atletas norueguesas foram multadas

Em vez da parte de baixo semelhante a um biquíni, a selecção feminina de andebol de praia da Noruega entrou em jogo com calções “mais confortáveis”. Responsáveis pela equipa vão pagar a multa de 1500 euros e apelam à mudança das regras do equipamento.

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A Comissão Disciplinar de Andebol de Praia do Euro 2021 “lidou com um caso de vestuário impróprio”, anuncia a entidade, em comunicado. Em causa estão os calções demasiado compridos usados pelas atletas da equipa da Noruega no jogo pela medalha de bronze contra a Espanha, que valeram à selecção uma multa de 1500 euros (150 euros por jogadora).

Os calções que as jogadoras escolheram usar no jogo de 19 de Julho em Varna, na Bulgária, onde perderam o 3.º lugar, não respeitam o regulamento internacional de equipamentos, que define que as atletas das equipas femininas deverão usar “um sutiã de desporto justo” e “partes de baixo de biquíni”, que “não devem ter mais de dez centímetros de lado”. Já “o uniforme masculino de andebol de praia consiste em camisolas sem alças e calções”, continua a ler-se no documento que uniformiza os equipamentos.

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O equipamento usado nos outros jogos do campeonato DR

A Federação de Andebol da Noruega não esperou pela decisão da Comissão Disciplinar para anunciar que pagaria qualquer multa. Kare Geir Lio, a responsável pela federação, disse que o mais importante deveria ser as atletas jogarem “com roupa que as deixa confortáveis”. “Estamos muito orgulhosos destas jovens que durante os Campeonatos Europeus levantaram a voz e anunciaram que já chega”, escreveu a federação norueguesa, depois do anúncio da multa, já no final do Euro.

Ainda antes do campeonato, a Noruega pediu permissão para jogar com calções mas a Federação Europeia de Andebol disse que, caso o fizessem, a equipa estaria sujeita a uma multa. 

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Uma comparação dos equipamentos das duas selecções DR

Esta é uma discussão com muitos anos dentro dos desportos de praia. Além de dizerem que os biquínis podem ser desconfortáveis para a prática, as atletas dizem que sentem que podem ser degradantes. A pedido da Noruega, a Federação Europeia de Andebol disse que estaria disposta a rever as regras do equipamento. No entanto, alertam, esta mudança terá de acontecer “a um nível internacional”.