A feira ARCOlisboa não será presencial em Setembro

Organização deverá anunciar decisão pelo formato digital esta quarta-feira.

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A ARCOlisboa voltará à Cordoaria Nacional em 2022 Nuno Ferreira Santos

A feira de arte contemporânea ARCOlisboa, que já tinha sido adiada para Setembro, vai ter apenas um formato digital, confirmou ao PÚBLICO o galerista Pedro Cera, membro do comité organizador. É o segundo ano que a ARCOlisboa não se realiza presencialmente devido à pandemia de covid-19.

“Neste momento, exactamente a dois meses da feira, a situação sanitária, as limitações de mobilidade e o crescimento da incidência de casos não nos proporcionam as garantias necessárias para a correcta celebração da feira”, lê-se no email que começaram a receber na segunda-feira os galeristas seleccionados para participar na ARCOlisboa e a que o PÚBLICO teve acesso. A decisão pelo formato não presencial — entre 12 e 19 de Setembro — foi “difícil” e deverá ser oficialmente anunciada pela organização esta quarta-feira, que inclui o Ifema, o organismo responsável pelas feiras madrilenas, e a Câmara Municipal de Lisboa.

A feira digital vai decorrer na plataforma ARCO E-xhibitions, já utilizada na ARCOmadrid, que teve um formato híbrido e inaugurou no início do mês na capital espanhola. O regresso das galerias portuguesas às feiras de arte, acompanhado pelo PÚBLICO em Madrid, foi marcado pelo entusiasmo.

“Vai ser só digital porque as condições sanitárias não estão claras. A feira entendeu que não havia garantias suficientes para se poder realizar”, afirmou Pedro Cera, acrescentando que a ARCOlisboa deverá regressar no próximo ano, entre 18 e 22 de Maio, à Cordoaria Nacional, o local onde se realizaram as edições anteriores. No final de Setembro, Pedro Cera espera poder estar presente na ArtBasel, na Suíça, de 24 a 26, onde será uma das três galerias portuguesas presentes no programa geral, ao lado de Cristina Guerra e da jovem galeria Madragoa, todas de Lisboa.