Morikawa desponta para fazer face a líder Louis Oosthuizen

Igualou melhor volta no 149.º British Open e joga sábado com recordista do torneio aos 36 buracos

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Colin Morikawa está a ter uma estreia de luxo no The Open Championship em Inglaterra © PGA Championship

Collin Morikawa está a fazer uma estreia de sonho no 149.º The Open Championship, no Royal St. George’s Golf Club, em Sandwich, Kent, Inglaterra. O jovem norte-americano de 24 anos, actual n.º 4 mundial, já venceu um major na primeira ocasião em que nele participou – foi no PGA Championship de 2020, no campo TPC Harding Park, em São Francisco, no seu estado natal da Califórnia. 

Agora, sendo segundo classificado decorrida a primeira metade da prova em Royal St. George’s, só atrás de um extra-terrestre Louis Oosthuizen, procura tornar-se o primeiro jogador na história a fazê-lo por duas vezes. O último jogador a vencer o British Open na estreia foi o também norte-americano Ben Curtis, em 2003, por coincidência, também em Royal St. George’s. 

Profissional apenas desde o Verão de 2019, e logo confirmando ser o fora-de-série que já era como amador, Morikawa teve de esperar um ano mais para pisar pela primeira vez o palco do mais antigo torneio do Grand Slam, que remonta a 1860. Aquele que também é conhecido como o British Open foi o único dos quatro majors que não se jogou em 2020 devido à pandemia. Os restantes foram adiados para o último terço do ano. 

Jogando nos dois primeiros dias num grupo com o canadiano Corey Conners e o colombiano Sebastian Muñoz, Colin Morikawa saiu esta sexta-feira pelas 8h25 e quando terminou, com 64 pancadas (-6), a igualar a melhor volta do torneio até ao momento (no que viria a ser igualado logo depois pelo argentino Emiliano Grillo, que jogou duas partidas à frente, e também por Jon Rahm), estava isolado no comando com 3 shots de vantagem sobre o líder da véspera, o sul-africano Louis Oosthuizen, que ontem assinalara precisamente 64 e só começaria hoje a sua segunda volta pelas 14h59. 

Morikawa tinha feito 67 (-3) no primeiro dia para se posicionar inicialmente entre os 9º.s classificados, e com o score de hoje passava para a frente com um total de 131 (-9) pancadas, o mais baixo registo aos 36 buracos em Royal St. George’s, a uma de igualar o mais baixo total após duas voltas no historial do The Open. 

Num links como o de Royal St. George’s, junto ao mar, exposto aos elementos, com ventos cruzados, terreno irregular e um rough extremamente difícil, os jogadores precisam de ter todo o seu arsenal de jogo completo. Foi o que fez Morikawa. No driving e putting foi notável, com os ferros foi soberbo, ao ponto de o seu caddie, quando questionado pelos jornalistas, ter tido dificuldade em eleger o melhor. “Tenho mesmo de escolher?” 

Até ao fim do dia, seria um enorme Louis Oosthuizen (campeão em 2010, no Old Course de St. Andrews, na Escócia) o único a ultrapassá-lo na frente. Às 64 do primeiro dia o sul-africano de 38 anos juntou hoje 65 para reassumir a liderança com 129 (-11), estabelecendo assim o recorde do mais baixo agregado de sempre no torneio para as duas primeiras voltas. No sábado, jogam os dois juntos no grupo de honra, o último a sair. 

Oosthuizen jogou estes dois primeiros dias num grupo com o campeão em título, o irlandês Shane Lowry, que hoje, graças a uma grande exibição, que resultou num 65 (-5), a juntar ao 71 (+1) da abertura, deu um salto significativo na tabela, subindo 57 posições para entrar no top-20, mais concretamente nos 17,ºs, com 136 (-4); e com  o n.º 2 mundial e recém-vencedor do Open dos EUA, o espanhol Jon Rahm, que foi o quarto jogador desta edição a marcar 64, o que lhe valeu uma subida de 62 posições para os 12.ºs, com 135 (-5), um lugar onde se encontra também Brooks Koepka (69-66); como Lowry, Rahm ontem marcara 71. Foi uma partida de luxo, esta, com os três jogadores a somarem no seu conjunto um total de -16. 

Também jogando da parte da tarde, Jordan Spieth, campeão em 2017, em Royal Birkdale, chegou a igualar Morikawa na frente com -9 ao fazer o seu quinto birdie do dia no 12, mas até ao fim não fez mais nenhum ainda perdeu uma pancada no 15, para um score de 67 (-3). Ontem partilhava o segundo lugar com Brian Harman, ambos com 65 (-5). Está agora em terceiro com 132 (-8). 

No trio do quarto classificados, com 133 (-7), encontra-se o nº 1 mundial, o norte-americano Dustin Johnson (68-65), empatado com o seu compatriota Scottie Scheffler (67-66) e o sul-africano Dylan Fritteli (66-67). 

No sétimo posto, com 134 (-6), há um grupo com mais dois sul-africanos, Daniel Van Tonder e Justin Harding, além de Emiliano Grillo, o inglês Andy Sullivan e o alemão Marcel Siem. 

O cut fixou-se em 141 (+1), deixando em prova somente 78 dos 156 participantes iniciais. Patrick Cantlay (143, 74-69) e Tyrrel Hatton (142, 72-70), respectivamente 7.º e 10.º no ranking mundial, ficaram assim pelo caminho. Assim como o jogador que vencera na última passagem do The Open por Royal St. George’s, em 2011, o norte-irlandês Darren Clarke, hoje com 52 anos.

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