A análise individual aos jogadores de Portugal

Um por um, o PÚBLICO analisa e pontua os jogadores da selecção portuguesa no duelo frente à França.

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LUSA/Alex Pantling / POOL

Rui Patrício – 8/10

Três defesas muito importantes, sobretudo as que fez aos 68’ – a primeira dessa dupla intervenção, a remate de Paul Pogba, é candidata a melhor defesa do Europeu. Foi novamente “São Patrício” numa fase decisiva da partida e pouco poderia ter feito nos golos franceses.

Nélson Semedo – 5/10

Na primeira parte foi batido consecutivamente: três vezes nas costas e uma pela zona interior, sendo que esta última resultou no penálti assinalado a favor da França. Ofensivamente teve alguma participação e conseguiu desequilibrar algumas vezes.

Na segunda parte o lateral trocou as valências: estabilizou defensivamente e sofreu bastante menos  bateu Mbappé algumas vezes , mas foi menos capaz no ataque.

Pepe – 6/10

Belo jogo do central, que resolveu quase tudo o que teve para resolver em Budapeste. Ganhou duelos aéreos, fez um par de cortes importantes pelo chão e, quando os jogos entram no plano físico, o central destaca-se.

Rúben Dias – 5/10

Foi batido no segundo golo francês, com um passe feito entre o central e o lateral Guerreiro, e nem sempre conseguiu respeitar a linha do fora-de-jogo. Não foi um jogo bem conseguido.

Raphaël Guerreiro – 5/10

A distância que havia para Rúben Dias no segundo golo francês era considerável, ainda que não seja possível imputar responsabilidade directa ao lateral. Ofensivamente não fez muito pela equipa, tal como tem acontecido neste Europeu (mesmo considerando o golo marcado à Hungria).

Danilo – 5/10

Não estava mal no jogo, mas também não estava com toda a intensidade que se pedia. Saiu ao intervalo, depois de atingido por Lloris no primeiro golo de Portugal.

João Moutinho – 6/10

Começou bem, acabou mal. O médio do Wolverhampton foi uma boa adição e teve muita rotação na primeira parte, sempre bem posicionado e a dar muito critério à circulação. A mudança táctica de 4x2x3x1 para um 4x3x3 mais clássico foi muito beneficiada pela presença do médio no triângulo do meio-campo (Bruno Fernandes tem jogado bem mais à frente).

Moutinho saiu aos 72’, mas, até pelo cansaço, parecia estar “a pedir” substituição há mais tempo – que possivelmente não aconteceu pela incerteza acerca daquilo que Portugal poderia ter de fazer no jogo.

Renato Sanches – 8/10

A par de Patrício, Renato foi o melhor jogador português em Budapeste. Deu intensidade, agressividade, força nos duelos físicos, capacidade de transportar a bola, poucos passes falhados e, aqui e acolá, alguns pormenores técnicos de grande talento.

É certo que teve menor exuberância na segunda parte, mas foi mais pelo recuo colectivo do que propriamente por incapacidade do médio. Belo jogo de Renato, que deverá ter ganho definitivamente o lugar. Resta saber se no corredor central ou se numa das alas.

Bernardo Silva – 5/10

Boa primeira parte do jogador do Manchester City, a emprestar à equipa muito critério com bola e até alguma criatividade. Baixou de rendimento na segunda, até porque teve muito menos bola, mas, tal como Renato, foi mais uma vítima do recuo colectivo.

Diogo Jota – 4/10

Jogo bastante modesto do extremo do Liverpool. Desequilibrou pouco, definiu quase sempre mal, chegou várias vezes atrasado ao local da finalização e pareceu até algo cansado.

Defensivamente, Diogo Jota esteve sempre perto de Guerreiro, factor que também pode ter contribuído para a falta de fulgor ofensivo do ala.

Cristiano Ronaldo – 7/10

É certo que não fez uma partida de encher o olho na criação de jogo, mas fez o que poucos fazem como ele: finalizar a preceito.

Marcou dois golos, não tremeu nos momentos de maior pressão, já é o melhor marcador do Europeu (cinco golos) e igualou Ali Daei como melhor marcador de sempre em jogos de selecções nacionais, com 109 golos.

Caricaturando, até poderia ter estado sentado no relvado o jogo todo, que o trabalho já estaria feito – e bem feito.

João Palhinha – 7/10

Excelente entrada em jogo do médio português. Deu tudo aquilo que costuma dar: intensidade, vivacidade, força nos duelos, quer pelo chão quer pelo ar, e, sobretudo, predisposição para recuperar a bola uns metros mais à frente do que faz Danilo – também por isso foi batido um par de vezes, mas recuperou outras tantas.

Se Danilo não estiver disponível para os oitavos-de-final, Palhinha mostrou que não só não será por aqui que Portugal vai sofrer como até pode ganhar em algumas vertentes.

Bruno Fernandes – 5/10

Não está a ser o Europeu de Bruno Fernandes. Não prejudicou a equipa, longe disso, mas também não teve grande impacto a actuar do lado direito do 4x3x3 (provavelmente, foi uma estreia nestas funções de extremo puro).

Rúben Neves – 5/10

Ajudou a serenar a circulação de bola, dando o critério que dá sempre. Foi importante na recta final do jogo.

Diogo Dalot – sem nota

É certo que ainda esteve cerca de dez minutos em campo, mas não pôde ter impacto que justifique nota e comparação com os demais.

Sérgio Oliveira – sem nota

Entrou aos 88’ e não teve tempo para ter impacto.