58.º episódio: Djokovic e Nadal na meia-final esperada

Quatro semifinalistas estreantes no torneio feminino de Roland Garros.

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Djokovic LUSA/YOAN VALAT

Novak Djokovic e Rafael Nadal vão defrontar-se pela 58.ª vez nas meias-finais do Torneio de Roland Garros, naquela que é a maior rivalidade de sempre no ténis mundial. Djokovic lidera a contabilidade entre os dois rivais por 29-28, mas venceu somente um dos oito duelos travados em Roland Garros, em 2015, antes de perder a final com Stan Wawrinka. Ambos foram novamente testados nos quartos-de-final, desta vez por dois adversários bem mais experientes do que os teenagers Lorenzo Musetti e Jannik Sinner na ronda anterior, e cederam um set cada um.

O número três do ranking cedeu a segunda partida a Diego Schwartzman (10.º), o que não acontecia ao espanhol em Roland Garros desde a final de 2019, com Dominic Thiem. O argentino fez melhor do que na meia-final de 2020, mas o detentor de 13 títulos na terra batida parisiense elevou o nível de jogo no terceiro set, para vencer, por 6-3, 4-6, 6-4 e 6-0. “Comecei o segundo set muito mal, mas consegui recuperar. Ganhei um encontro importante contra um adversário duro, mas consegui encontrar o meu ténis nos momentos em que mais precisei”, resumiu Nadal.

Djokovic eliminou o italiano Matteo Berrettini (9.º), por 6-3, 6-2, 6-7 (7/5) e 7-5, num encontro de três horas e meia que terminou perto da meia-noite e ficou marcado pela interrupção de 15 minutos, a 3-2 no quarto set, para evacuação do estádio devido ao recolher obrigatório em Paris.

Quanto ao título feminino de Roland Garros, vai ser decidido, pela primeira vez na Era Open, entre quatro estreantes em meias-finais de torneios do Grand Slam. Maria Sakkari foi a responsável por criar esta situação inédita, embora não muito surpreendente dado o equilíbrio que se vive no circuito feminino. A grega eliminou a campeã em título, Iga Swiatek e juntou-se à checa Barbora Krejcikova, à russa Anastasia Pavlyuchenkova e à eslovena Tamara Zidansek.

Sakkari foi oitava-finalista no US Open e na Austrália, mas nunca tinha ido além da terceira ronda em Roland Garros, o mesmo resultado obtido pela mãe, a antiga tenista Angeliki Kanellopoulou (43.ª em 1987). A tenista grega emigrou para Espanha aos 18 anos e a pulso, foi subindo gradualmente no ranking. “Tenho pessoas à minha volta a dizer-me que ia acontecer e tinham razão. Talvez fosse eu, impaciente, a perguntar-lhes ‘quando? quando?’. Aconteceu esta semana e estou feliz”, afirmou Sakkari depois de derrotar Swiatek (9.ª), com um duplo 6-4.

A grega ganhou 83% dos pontos em que colocou o primeiro serviço e terminou com mais nove winners que a polaca (26-17), para obter a segunda vitória consecutiva sobre uma top 10. “Não quero me entusiasmar demasiado porque não vou ter um dia de folga, vou ter de continuar a jogar e manter o foco”, frisou Sakkari.

Na meia-final, Sakkari vai defrontar a checa Barbora Krejcikova (33.ª), igualmente de 25 anos e que também tem vindo a subir aos poucos no ranking de singulares, depois de já liderado o ranking de pares e conquistado dois Grand Slams nesta variante. Frente a Coco Gauff (25.ª), que vinha, tal como a checa, com uma série de nove encontros ganhos, Krejcikova salvou cinco set-points e recuperou de 4/6 no tie-break da primeira partida e depois de anular um break-point no jogo inaugural da segunda, dominou os nervos muito melhor que a norte-americana de 17 anos, para vencer, por 7-6 (8/6), 6-3.