Violinista e DJ Inês Meira conta num filme-concerto como se fez Klin Klop

Começou muito nova como violinista e depois decidiu procurar outros rumos. Estudou Produção e Tecnologias da Música, aventurou-se como DJ e descobriu novos caminhos a trabalhar com os Grandpa’s Lab, estúdio de multimédia do Porto especializado em espectáculos em instalações visuais e espectáculos imersivos de vídeo-mapping. Foi assim que Inês Meira se transformou em Klin Klop, nome artístico que, conforme explicou em Outubro de 2020 à publicação online A Cabine, foi inspirada em nomes africanos: “Os meus pais vivem em Moçambique, daí escolhi a palavra Klink, que significa som, e Klop, que significa batida em afrikaans”.

Ao longo do seu percurso, integrou vários projectos até que decidiu condensar essa experiência num concerto exibido como filme. Chamou-lhe Klin Klop Live - Alt – Shift e envolveu nele vários músicos e instrumentistas, como João Lima, Pedro Leal, Gonçalo Palmas e Miguel Pinto. A narrativa visual em que o espectáculo assenta foi desenvolvida por ela e por Francisca Siza e integra, segundo o texto que o anuncia, “outras disciplinas artísticas como a dança, o muralismo, a arte digital, fundindo a tradição e a contemporaneidade da cultura portuguesa, uma metáfora para a raiz musical deste projecto, que funde a música orgânica com a electrónica”.

Do ponto de vista musical, e segundo os promotores, o concerto é composto por onze músicas originais, “numa união híbrida entre instrumentos orgânicos e digitais, que atravessam o universo da música erudita à misteriosa música étnica, desde o jazz moderno ao funk mais ritmado e desde o pop ao rock mais dançável, reforçada através de uma sonoridade electrónica.”

O concerto-filme, com a duração de uma hora e vinte minutos, está disponível entre 5 de Maio e 5 de Junho para visualização em streaming, por aluguer, na plataforma Ticketline Live Stage.

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