Pintou pénis em buracos para alertar para o mau estado das ruas. Agora, pode ser processado

Geoff Upson arranjou uma forma criativa para alertar a câmara de Auckland para o mau estado das estradas: desenhar pénis nos buracos. Pode agora enfrentar uma acção judicial.

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Geoff Upson/Facebook

Geoff Upson, um neozelandês com 30 anos, viu que as estradas de Auckland não estavam nas melhores condições e decidiu fazer alguma coisa, depois de ter reclamado às autoridades locais e ter sido ignorado, segundo conta o The New Zealand Herald. A solução foi começar a pintar pénis, círculos e rabiscos nalguns buracos, para chamar a atenção dos condutores e pressionar os responsáveis.

“Desenhei na estrada pela primeira vez em 2018 por frustração”, disse Upson à Vice, pois já teria feito 20 queixas acerca de um “buraco enorme e perigoso” numa estrada local, sem sucesso.

Upson foi agora ameaçado com uma acção judicial pela entidade responsável das estradas de Auckland. Na semana passada, o neozelandês recebeu um telefonema da polícia, no seguimento de uma queixa por causa das suas pinturas. De acordo com o The New Zealand Herald, a autarquia afirma que as acções do neozelandês representam “um risco de segurança e uma distracção” para os condutores, além de serem perigosas para o próprio. 

Geoff Upson, que se intitula activista pela segurança rodoviária, contou à Vice que, apesar de não ter contado, estima que já deve ter pintado “mais de 100 buracos”, o que equivale a mais de 230 euros em latas de spray

Num vídeo citado pelo The Guardian, disse estar “farto” de alertar a entidade responsável e, por isso, aquilo que fez foi “desenhar a visão de um grande artista de um pénis”. Mas, se as estradas forem arranjadas, os “desenhos serão apagados na totalidade”, promete, em declarações ao jornal neozelandês.

A estratégia, porém, não é original. Em Manchester, quando em 2015 um homem usou o mesmo método para alertar para o mau estado das estradas, a câmara considerou as pinturas “obscenas”, estúpidas”, “insultuosas” e “uma perda de tempo e recursos”, segundo relata a BBC

Texto editado por Amanda Ribeiro