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Refugiados: o “sonho europeu” continua a ser um pesadelo

"Vi pessoas a afogar-se no Mediterrâneo. Vi famílias com crianças a rastejar por debaixo de arame farpado." Ao longo de seis anos, o fotojornalista dinamarquês Jacob Ehrbrahn realizou 19 viagens por sete países, onde acompanhou o quotidiano de migrantes e refugiados que "vivem, na Europa, em condições desumanas". A Dream of Europe é um documento histórico, um murro no estômago, um apelo à razão e compaixão de políticos e cidadãos europeus.

Sírios e afegãos chegam, num bote, a Lesbos, na Grécia. Há um grande sentimento de alívio entre os migrantes. Muitos choram de alegria. Um homem acende um sinalizador e todos dançam, cantam, rezam e tiram fotografias. A alegria é substituída pela desilusão quando percebem que terão de caminhar mais de 60 quilómetros até um centro de recepção. 29 de Junho de 2015 ©Jacob Ehrbahn
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Sírios e afegãos chegam, num bote, a Lesbos, na Grécia. Há um grande sentimento de alívio entre os migrantes. Muitos choram de alegria. Um homem acende um sinalizador e todos dançam, cantam, rezam e tiram fotografias. A alegria é substituída pela desilusão quando percebem que terão de caminhar mais de 60 quilómetros até um centro de recepção. 29 de Junho de 2015 ©Jacob Ehrbahn

Em 2015, de acordo com dados da Agência das Nações Unidas para os Refugiados, mais de um milhão de pessoas, migrantes e refugiados, oriundos de países de África e do Médio Oriente, rumaram à Europa em busca de uma vida melhor, longe da pobreza, da opressão política e do conflito armado. 3771 pessoas, dadas como mortas ou desaparecidas, nunca chegaram a pisar solo europeu. "Nessa altura, os média falavam sobre este tema ininterruptamente", observa o fotojornalista do diário nacional dinamarquês Politiken Jacob Ehrbahn em entrevista telefónica ao P3, a partir de Copenhaga. "Depois desse ano, as pessoas perderam progressivamente o interesse."

Ehrbahn, porém, continuou a acompanhar de perto a situação. Entre Abril de 2015 e Dezembro de 2020, realizou 19 viagens a vários países – na Europa, visitou a Grécia, a Sérvia, a Hungria, a Croácia, França e Suécia e, na Ásia, a Turquia –, onde acompanhou o quotidiano de migrantes e refugiados em "acampamentos das Nações Unidas, debaixo de viadutos de auto-estradas, no interior de fábricas abandonadas, junto às linhas de fronteira, onde vivem em condições desumanas". As 12 imagens que partilha, agora, com o P3 fazem parte do livro que resultou dessa longa jornada, intitulado A Dream of Europe, que contém mais de 160 fotografias que retratam um flagelo que está longe de uma resolução.

"E se a criança que vês nas imagens fosse a tua filha? E se aquela mulher fosse a tua mãe?" A perspectiva de Ehrbahn é unicamente "humanista", adjectiva. "Eu sou pai e se o meu filho viajasse para um país estrangeiro gostaria que fosse recebido com bondade, com humanidade." Não foi isso que testemunhou, ao longo das suas viagens. “Vi pessoas a afogar-se no Mediterrâneo", escreve o fotógrafo na introdução do livro. "Vi famílias em lágrimas, a gritar de alegria, ao chegar a Lesbos num frágil barco de borracha. Vi centros de recepção de refugiados e 'selvas' a abarrotar nas ilhas de Samos e Lesbos, onde as pessoas vivem com as suas crianças em condições sub-humanas. Vi gente a rezar aos seus deuses em edifícios industriais ao abandono. Vi moços e homens a esconderem-se no interior de camiões de carga e debaixo de assentos de comboios para poderem cruzar fronteiras entre países europeus. Vi famílias com crianças a rastejar por debaixo de arame farpado. Vi traficantes a cobrarem quantias exorbitantes por quase nada." Viu gente a ser espancada por polícia fronteiriça. Viu famílias tentando escapar do campo de Moria com os seus poucos pertences, enquanto as chamas consumiam as frágeis tendas que faziam de casas. "Vi muita coisa, mas estive longe de ver tudo", conclui. 

Nenhum decisor político pode afirmar, hoje, que desconhece o que se passa com este grupo de pessoas. "Mas nada acontece", lamenta o dinamarquês. "Cada Estado-membro da União Europeia define as suas próprias regras, ergue os próprios muros. Não existe, sobretudo, uma política baseada na solidariedade. Pagamos à Turquia e à Líbia para conter as torrentes migratórias, para manter as pessoas fora do território europeu. Mas as pessoas continuam a chegar, a cruzar território e, na maioria dos casos, a serem deportadas." A pandemia, afirma, veio silenciar o problema. "Aliás, a covid-19 tomou conta de toda a agenda noticiosa. O lançamento deste livro é importante, agora, porque as pessoas precisam de ver e perceber que tudo isto continua a acontecer, mesmo que seja menos noticiado."

No ano de 2020, mesmo com surgimento da pandemia, 95 031 migrantes e refugiados entraram na Europa, de acordo com dados das Nações Unidas – o que equivale a uma redução de 90,8% face a 2015, o ano em que se registou maior número de entradas. Em 2015, morreram durante a travessia, por mar ou por terra, 3771 pessoas; em 2020, perderam-se 1401 vidas – ou seja, verificou-se um decréscimo de apenas 63%, o que pode indiciar menor esforço e investimento no resgate e salvamento. "É importante lembrar que, por detrás de decisões políticas, números e estatísticas, há pessoas reais que nutrem sonhos e esperança no futuro", afirma. E recorda o caso da menina síria que conheceu, em Março de 2020, no campo de refugiados de Moria, em Lesbos, na Grécia. "Zaynab tem cinco anos e perdeu a mãe num bombardeamento em Idlib quando tinha apenas meses de idade. Vivia sozinha com os avós em Moria há três meses quando a conheci. O seu pai conseguiu chegar à Alemanha, onde aguarda a chegada da família." Qual o futuro de Zaynab?, questiona Ehrbahn.

"Quando tentamos projectar o futuro destas pessoas, que foram e são continuamente tratadas como um problema, que recebem tanta atenção negativa, o que conseguimos ver?" No campo de refugiados de Moria, em Lesbos, que entretanto ardeu, 40% dos residentes são crianças. "De acordo com os Médicos Sem Fronteiras, a maioria sofre de ansiedade, tem comportamentos autodestrutivos e está a tornar-se socialmente inadaptada", revela Ehrbahn nas páginas do livro. Compreende porquê. Durante duas semanas, o fotógrafo acompanhou uma equipa de resgate de uma organização não-governamental no Mediterrâneo. Aquilo que viu jamais irá esquecer. "Ver gente a afogar-se é uma memória que nunca desaparece." Muitas das crianças que chegaram em botes de borracha à Europa terão essa mesma memória gravada.

Jacob Ehrbahn considera muito importante relevar todo o esforço de organizações civis no sentido de dar apoio a esta franja da população. "Tenho o mais profundo respeito por quem dedica parte da sua vida a garantir que estas pessoas recebem refeições e algum tipo de apoio, afecto, solidariedade. São muitos milhares, por toda a Europa. Esse é o lado B desta crise: é a bondade dos cidadãos que permite que muitas pessoas sobrevivam." E recorda o acampamento que visitou, no centro de Paris, composto por mais de 800 tendas, onde vivem milhares de migrantes e refugiados. "A polícia francesa passa por lá, periodicamente, e manda dispersar. Obriga as pessoas a desmontar as tendas e destrói aquelas que não são desmontadas, assim como os pertences que estão no interior. É suposto que estas pessoas simplesmente desapareçam. Mas elas desaparecem para onde?" O acampamento ressurge, quase sempre, horas depois, poucos metros ao largo do local ou no próprio local. "Isto acontece no coração da Europa."

Existe, para o multipremiado fotojornalista dinamarquês, um desfasamento entre a ideia de ser europeu e o que significa, efectivamente, sê-lo. "Gostamos de ver-nos como primeiro mundo, como sendo mais humanistas, como tendo mais respeito pelos direitos humanos. Mas o que é que vemos, na realidade?" Não deseja, porém, alimentar a fogueira da polarização política e social que já assume dimensões preocupantes em todo o mundo, sublinha. "Este não é um documento político ou politizado. É um documento histórico, meramente. Acredito que existe bondade em todos os seres humanos, seja qual for a sua simpatia política. E é essa bondade que desejo ver despertar em todos os que vêem as imagens do fotolivro." 

Numa quinta-feira, dia 27 de Agosto, às 08:01, uma família de refugiados tenta rastejar por debaixo da rede que a Hungria ergueu na fronteira com a Sérvia. O cabelo da menina ficou preso no arame farpado, o que consumiu alguns segundos preciosos da travessia. O homem que segura a rede não consegue atravessar a tempo e a polícia húngara interrompe o processo. Ele consegue esconder-se e esperar. Uma hora e vinte minutos depois, ele torna a tentar atravessar e é bem sucedido. Hungria/Sérvia, Agosto de 2015
Numa quinta-feira, dia 27 de Agosto, às 08:01, uma família de refugiados tenta rastejar por debaixo da rede que a Hungria ergueu na fronteira com a Sérvia. O cabelo da menina ficou preso no arame farpado, o que consumiu alguns segundos preciosos da travessia. O homem que segura a rede não consegue atravessar a tempo e a polícia húngara interrompe o processo. Ele consegue esconder-se e esperar. Uma hora e vinte minutos depois, ele torna a tentar atravessar e é bem sucedido. Hungria/Sérvia, Agosto de 2015 ©Jacob Ehrbahn
Grupo de jovens manifestantes abre, com sucesso, uma fenda na barreira fronteiriça da Hungria e a polícia recua cerca de 100 metros. Circulavam rumores de que a fronteira teria sido aberta, por isso as famílias, incluindo crianças e idosos, dirigiram-se até ao cordão policial na esperança de conseguirem entrar no país. De repente, a área é vaporizada com gás lacrimogéneo. O cordão policial avança rapidamente e começa a agredir todas as pessoas que se encontravam no local. Gera-se o caos. As pessoas sangram, gritam e caem umas sobre as outras enquanto tentam escapar. Junto à fronteira com a Hungria, 16 de Setembro, 2015
Grupo de jovens manifestantes abre, com sucesso, uma fenda na barreira fronteiriça da Hungria e a polícia recua cerca de 100 metros. Circulavam rumores de que a fronteira teria sido aberta, por isso as famílias, incluindo crianças e idosos, dirigiram-se até ao cordão policial na esperança de conseguirem entrar no país. De repente, a área é vaporizada com gás lacrimogéneo. O cordão policial avança rapidamente e começa a agredir todas as pessoas que se encontravam no local. Gera-se o caos. As pessoas sangram, gritam e caem umas sobre as outras enquanto tentam escapar. Junto à fronteira com a Hungria, 16 de Setembro, 2015 ©Jacob Ehrbahn
Cinco rapazes da Eritreia entram, à socapa, num camião de transporte de bens junto a uma bomba de combustível, nos arredores do porto de Calais, França. Têm esperança que o camião os deixe em Inglaterra atravessando o Canal da Mancha. Têm noção de que poderão ser encontrados no checkpoint, junto à fronteira. É por isso que escondem um membro com cuidado adicional, no interior do camião. Se apenas um conseguir cruzar a fronteira, já é um sucesso. Só é possível pedir asilo em Inglaterra quando se é encontrado em solo britânico. Os rapazes tentam repetidamente lográ-lo. França, 5 de Fevereiro de 2017
Cinco rapazes da Eritreia entram, à socapa, num camião de transporte de bens junto a uma bomba de combustível, nos arredores do porto de Calais, França. Têm esperança que o camião os deixe em Inglaterra atravessando o Canal da Mancha. Têm noção de que poderão ser encontrados no checkpoint, junto à fronteira. É por isso que escondem um membro com cuidado adicional, no interior do camião. Se apenas um conseguir cruzar a fronteira, já é um sucesso. Só é possível pedir asilo em Inglaterra quando se é encontrado em solo britânico. Os rapazes tentam repetidamente lográ-lo. França, 5 de Fevereiro de 2017 ©Jacob Ehrbahn
Um bote sobrelotado que transporta refugiados e migrantes sofre uma perfuração durante a operação de resgate levada a cabo pela ONG alemã Sea Watch. Instala-se o caos. Um dos dois barcos a motor da Sea Watch, assim como uma embarcação mais pequena que transporta coletes salva-vida, enchem-se rapidamente de pessoas desesperadas, o que coloca em causa a estabilidade dos barcos. Um grupo de pessoas na água tenta permanecer calma e ajudar aqueles que ainda não têm colete salva-vidas. O corpo de uma mulher grávida que se afogou boia entre quem tenta salvar-se. A equipa da Sea-Watch salvou 120 pessoas e recuperou esse corpo. Ao largo do Mediterrâneo, 10 de Junho de 2017
Um bote sobrelotado que transporta refugiados e migrantes sofre uma perfuração durante a operação de resgate levada a cabo pela ONG alemã Sea Watch. Instala-se o caos. Um dos dois barcos a motor da Sea Watch, assim como uma embarcação mais pequena que transporta coletes salva-vida, enchem-se rapidamente de pessoas desesperadas, o que coloca em causa a estabilidade dos barcos. Um grupo de pessoas na água tenta permanecer calma e ajudar aqueles que ainda não têm colete salva-vidas. O corpo de uma mulher grávida que se afogou boia entre quem tenta salvar-se. A equipa da Sea-Watch salvou 120 pessoas e recuperou esse corpo. Ao largo do Mediterrâneo, 10 de Junho de 2017 ©Jacob Ehrbahn
Debaixo de um viaduto de uma auto-estrada de seis faixas, a norte de Paris, 800 migrantes e refugiados montaram acampamento. A maioria é do Sudão e Eritreia, mas não só; há também pessoas de muitos outros países africanos. Há muito poucas mulheres no campo. Periodicamente, a polícia desmonta os campos que se formam na cidade. Tendas e bens são destruídos e os refugiados são forçados a abandonar os locais. Ninguém sabe para onde deve "desaparecer" e por isso os campos são montados novamente, por vezes nos mesmos locais, outra vezes noutros locais. Arredores de Paris, 9 de Março de 2018
Debaixo de um viaduto de uma auto-estrada de seis faixas, a norte de Paris, 800 migrantes e refugiados montaram acampamento. A maioria é do Sudão e Eritreia, mas não só; há também pessoas de muitos outros países africanos. Há muito poucas mulheres no campo. Periodicamente, a polícia desmonta os campos que se formam na cidade. Tendas e bens são destruídos e os refugiados são forçados a abandonar os locais. Ninguém sabe para onde deve "desaparecer" e por isso os campos são montados novamente, por vezes nos mesmos locais, outra vezes noutros locais. Arredores de Paris, 9 de Março de 2018 ©Jacob Ehrbahn
Na cidade de Bihac, na Bósnia e Herzegovina, junto à fronteira com a Croácia, numa antiga fábrica de frigoríficos, o campo de refugiados Bira é casa de 2.200 migrantes e refugiados. Cerca de 1.700 são homens jovens que viajam sozinhos. Vivem em grandes tendas que foram colocadas no interior da fábrica. Porque o Inverno é gelado, a maioria resigna-se e aguarda por melhores condições para dar continuidade à travessia. O seu objectivo é cruzar a fronteira da Croácia e chegar até Itália. Bósnia e Herzegovina, 15 de Dezembro de 2018
Na cidade de Bihac, na Bósnia e Herzegovina, junto à fronteira com a Croácia, numa antiga fábrica de frigoríficos, o campo de refugiados Bira é casa de 2.200 migrantes e refugiados. Cerca de 1.700 são homens jovens que viajam sozinhos. Vivem em grandes tendas que foram colocadas no interior da fábrica. Porque o Inverno é gelado, a maioria resigna-se e aguarda por melhores condições para dar continuidade à travessia. O seu objectivo é cruzar a fronteira da Croácia e chegar até Itália. Bósnia e Herzegovina, 15 de Dezembro de 2018 ©Jacob Ehrbahn
No campo de refugiados de Moria, em Lesbos, na Grécia, vivem cerca de 5 mil pessoas em condições precárias. O campo foi originalmente construído para albergar 2.800 pessoas. Na "selva", um grupo de homens afegãos reúne-se diariamente para oração. O imam Seead Enajatollh Hossini preside à oração acompanhado do canto de um menino de dez anos chamado Mahdi Mohammadi. Grécia, 17 de Junho de 2019
No campo de refugiados de Moria, em Lesbos, na Grécia, vivem cerca de 5 mil pessoas em condições precárias. O campo foi originalmente construído para albergar 2.800 pessoas. Na "selva", um grupo de homens afegãos reúne-se diariamente para oração. O imam Seead Enajatollh Hossini preside à oração acompanhado do canto de um menino de dez anos chamado Mahdi Mohammadi. Grécia, 17 de Junho de 2019 ©Jacob Ehrbahn
Kamaluddin tem seis anos, é afegão e vive na "selva" do campo de Moria, em Lesbos, Grécia, na companhia dos seus pais e quatro irmãos. 17 de Junho de 2019
Kamaluddin tem seis anos, é afegão e vive na "selva" do campo de Moria, em Lesbos, Grécia, na companhia dos seus pais e quatro irmãos. 17 de Junho de 2019 ©Jacob Ehrbahn
Mais de cem refugiados do Afeganistão e Síria vivem num edifício abandonado, junto a uma estação de autocarros nos arredores da cidade de Edirne, na Turquia. Só afegãos vivem no rés-do-chão. Entre eles está a família de Mohammad Omid, de 33 anos, a sua esposa, Rima, de 29 anos, e os seus quatro filhos. O seu filho Mohammad Akbar, de dois anos, está no colo da sua mãe, e a sua filha Zohael, de três anos, está deitada no chão. A criança à direita pertence a outra família. Esta família vive na Turquia há quatro meses e gostaria de conseguir chegar à Alemanha. 6 de Março de 2020
Mais de cem refugiados do Afeganistão e Síria vivem num edifício abandonado, junto a uma estação de autocarros nos arredores da cidade de Edirne, na Turquia. Só afegãos vivem no rés-do-chão. Entre eles está a família de Mohammad Omid, de 33 anos, a sua esposa, Rima, de 29 anos, e os seus quatro filhos. O seu filho Mohammad Akbar, de dois anos, está no colo da sua mãe, e a sua filha Zohael, de três anos, está deitada no chão. A criança à direita pertence a outra família. Esta família vive na Turquia há quatro meses e gostaria de conseguir chegar à Alemanha. 6 de Março de 2020 ©Jacob Ehrbahn
Zaynab Aboud tem cinco anos. Ela veio com os seus pais de Idlib, na Síria, uma cidade que foi devastada pela guerra. A sua mãe morreu numa explosão quando Zaynab tinha três meses. O seu pai conseguiu chegar à Alemanha, onde aguarda a chegada de Zaynab e dos avós. Vivem em Moria, Lesboa, Grécia, há cinco meses. 11 de Março de 2020
Zaynab Aboud tem cinco anos. Ela veio com os seus pais de Idlib, na Síria, uma cidade que foi devastada pela guerra. A sua mãe morreu numa explosão quando Zaynab tinha três meses. O seu pai conseguiu chegar à Alemanha, onde aguarda a chegada de Zaynab e dos avós. Vivem em Moria, Lesboa, Grécia, há cinco meses. 11 de Março de 2020 ©Jacob Ehrbahn
Os últimos residentes de Moria tentam salvar os seus bens do incêndio que consumiu o campo de refugiados, em Setembro de 2020. Não houve registo de mortes no campo. Lesbos, Grécia, 10 de Setembro de 2020
Os últimos residentes de Moria tentam salvar os seus bens do incêndio que consumiu o campo de refugiados, em Setembro de 2020. Não houve registo de mortes no campo. Lesbos, Grécia, 10 de Setembro de 2020 ©Jacob Ehrbahn
Capa do fotolivro "A Dream of Europe", do dinamarquês Jacob Ehrbahn, editado pela Dewi Lewis
Capa do fotolivro "A Dream of Europe", do dinamarquês Jacob Ehrbahn, editado pela Dewi Lewis ©Jacob Ehrbahn
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