“O abastecimento de água continua a ser usado como uma arma política”

Presidente da Associação Portuguesa de Empresas para o Sector do Ambiente pede condições semelhantes para privados e público. “Não se pode comparar o incomparável”, avisa.

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mlc mara carvalho

O presidente da AEPSA - Associação Portuguesa de Empresas para o sector do Ambiente, Eduardo Marques, considera que em Portugal o debate sobre os custos do abastecimento de água e saneamento está inquinado. Desde logo, insiste, continuamos a comparar o que não é comparável, pondo lado a lado municípios onde a água, gerida directamente, continua a ser usada como arma política, “e em muitos casos é altamente subsidiada”, e outros, entre os quais os que têm concessões, em que o preço é mais elevado mas inclui os custos com a operação, com os investimentos e com a manutenção das redes.