Calçada portuguesa: um chão-poema, uma arte em extinção

Descer uma avenida atentos ao rendilhado de pedras que se pisa pode ser uma descoberta constante. Da história às técnicas, da evolução estilística às marcas deixadas pelos calceteiros. De uma profissão em risco a uma identidade que se tenta preservar.

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"Mar Largo" é talvez a composição de calçada artística portuguesa mais icónica Daniel Rocha
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"Mar Largo" é talvez a composição de calçada artística portuguesa mais icónica Daniel Rocha
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Pormenor do desenho criado pelo arquitecto João Abel Manta na praça dos Restauradores Daniel Rocha
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A calçada artística surge na época do Romantismo, quando a burguesia lisboeta “começava a aprender aquilo que era o flanar" Daniel Rocha
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Pormenor do tapete de calçada junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra Daniel Rocha
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Por despique com colegas ou mostra de perícia, os calceteiros criam, por vezes, pequenas figuras sobre o padrão pré-definido Daniel Rocha
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Por despique com colegas ou mostra de perícia, os calceteiros criam, por vezes, pequenas figuras sobre o padrão pré-definido Daniel Rocha
,Artes visuais
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Estas marcas deixadas pelos calceteiros tornam “tudo muito mais entusiasmante”, defende António Miranda Daniel Rocha
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Estas marcas deixadas pelos calceteiros tornam “tudo muito mais entusiasmante”, defende António Miranda Daniel Rocha
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Na rotunda da Praça Marquês de Pombal nota-se a técnica "ao malhete", a "mais refinada" de todas Daniel Rocha
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Na rotunda da Praça Marquês de Pombal nota-se a técnica "ao malhete", a "mais refinada" de todas Daniel Rocha
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Pormenor da técnica "ao malhete" Daniel Rocha
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"Mar Largo" foi desenhado por Eusébio Furtado, o "pai" da calçada artística portuguesa Daniel Rocha
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Foi criado em 1848, seis anos depois da primeira calçada artística, no castelo de São Jorge Daniel Rocha
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As duas fases de construção da Avenida da Liberdade, no século XIX, estão marcadas na calçada portuguesa (1882 e 1889) Daniel Rocha
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As duas fases de construção da Avenida da Liberdade, no século XIX, estão marcadas na calçada portuguesa (1882 e 1889) Daniel Rocha
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As duas fases de construção da Avenida da Liberdade, no século XIX, estão marcadas na calçada portuguesa (1882 e 1889) Daniel Rocha
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Os desenhos são diferentes, separados pela Rua das Pretas, ainda que não muito distantes estilisticamente Daniel Rocha
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Os desenhos são diferentes, separados pela Rua das Pretas, ainda que não muito distantes estilisticamente Daniel Rocha
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Os desenhos são diferentes, separados pela Rua das Pretas, ainda que não muito distantes estilisticamente Daniel Rocha
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Os desenhos são diferentes, separados pela Rua das Pretas, ainda que não muito distantes estilisticamente Daniel Rocha
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Pormenor da calçada que desce as alamedas do Parque Eduardo VII Daniel Rocha
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Pormenor da calçada que desce as alamedas do Parque Eduardo VII Daniel Rocha
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O monumento ao calceteiro encontra-se actualmente nos Restauradores Daniel Rocha
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O monumento ao calceteiro encontra-se actualmente nos Restauradores Daniel Rocha

Os cubos brancos ordenam-se em fileiras mais ou menos alinhadas até que, ao chegar a cada desenho, feito a negro, a pedra vai-se estilhaçando em múltiplas formas, talhadas a paciência e esmero, para que o chão se transforme num tapete rendilhado ou, neste caso, numa “grega”, cartela inspirada nos frisos da Antiguidade, que desce as laterais do Parque Eduardo VII, em Lisboa. Daqui, ganha expressão a longitude repetitiva das faixas. Mas basta sentarmo-nos num dos bancos de jardim para que a mudança de perspectiva dê ao desenho “expressões completamente diferentes”, aponta o historiador António Miranda.

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