Cristiano e a braçadeira no chão: “Há momentos difíceis”

Capitão da selecção mostrou-se revoltado depois de ter sido anulado um golo que o árbitro admitiu, após o jogo, que deveria ter sido validado.

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Foi uma das imagens do encontro. E aquela que mais viva ficou na memória depois de o árbitro ter apitado para o fim do Sérvia-Portugal, em Belgrado. Cristiano Ronaldo a abandonar o terreno de jogo a barafustar e a atirar a braçadeira de capitão para o relvado. Sinal de revolta pelo lance anulado, que valeria o golo da vitória, mas também de falta de cabeça fria.

O episódio foi desvalorizado pelo seleccionador nacional na conferência de imprensa que se seguiu à partida. Fernando Santos argumentou que não viu o que se passou e seguiu em frente no discurso, debruçando-se sobre as incidências do jogo. Instantes depois, porém, seria o próprio Cristiano a publicar uma reacção através da conta oficial de Instagram.

“Ser capitão da Selecção de Portugal é um dos maiores orgulhos e privilégios da minha vida. Dou e darei sempre tudo pelo meu país, isso não vai mudar nunca. Mas há momentos difíceis de lidar, principalmente quando sentimos que está uma nação inteira a ser prejudicada. Levantar a cabeça e encarar já o próximo desafio! Força, Portugal!”, escreveu.

O momento a que o avançado da Juventus se refere é o do último lance da partida. É o momento em que Nuno Mendes arranca um cruzamento da esquerda, a bola sobrevoa a área sérvia e vai aterrar na zona de acção de Cristiano, que a coloca por debaixo do corpo do guarda-redes e na direcção da baliza. Um defesa da Sérvia ainda corta a bola sobre a linha de golo, mas as imagens televisivas mostram que o esférico já tinham cruzado na totalidade a linha e, como tal, o lance deveria ter sido validado.

A ausência de videoárbitro nesta fase da prova contribuiu para uma decisão errada e, no final do encontro, já depois de ter revisto o lance na TV, o próprio árbitro, o holandês Danny Makkelie, terá pedido desculpa a Fernando Santos. Foi o próprio treinador quem o relatou na sala de imprensa.

“O árbitro pediu-me desculpa na cabine e disse-me que estava envergonhado. Estive no balneário com ele e pediu-me desculpa. Ele tinha-me dito dentro de campo que ia ver as imagens e que, se fosse o caso, que me chamava para pedir desculpa… e assim foi”, detalhou.

“É a segunda vez numa fase de apuramento que me pedem desculpa depois do jogo. Eu disse-lhe, dentro de campo, que numa prova destas não haver VAR ou tecnologia da linha de baliza... Mas a bola estava meio metro dentro da baliza. Não havia nenhum obstáculo entre o fiscal de linha e a linha de golo. Mas isto não resolve o problema porque empatámos”.