Só responda ao SMS da vacinação contra a covid-19 se o número de origem for 2424. E cuidado com as burlas

Simulador para pessoas a partir dos 50 anos já foi consultado por mais de 350 mil pessoas e contactos foram actualizados mais de 45 mil vezes.

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Daniel Rocha

É preciso explicar com clareza às pessoas o que têm de fazer se receberem um SMS com a convocatória para vacinação contra a covid-19, defende o presidente da Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar, Diogo Urjais, que sublinha que processo de agendamento automático por esta via está a gerar alguma confusão.

A vacinação dos idosos a partir dos 80 anos e das pessoas com doenças de maior risco associado à covid-19 arrancou há duas semanas com poucas doses, mas já foram identificados e corrigidos vários problemas, nota o enfermeiro.

A forma de convocatória preferencial é através de SMS, ainda que o contacto possa ser feito por via telefónica ou postal. O SMS é enviado do número de origem “2424” para o telemóvel registado no sistema, com o nome da pessoa, a data e o local do agendamento da vacinação, solicitando que responda sim ou não.

Os problemas surgem porque é necessário digitar na resposta o número de utente, explica Diogo Urjais. “A mensagem é complexa e, se a pessoa responder mal, a resposta não é enviada. Deviam fazer um vídeo em que se explicasse de uma forma simples este processo”, defende.

O presidente da associação diz ainda que há pessoas que estão a receber SMS fraudulentos. “As pessoas apenas devem responder se o número do SMS for 2424”, enfatiza. Também há utentes que estão a receber telefonemas de pessoas que se propõem ir a casa vacinar. “Aguardem até que o centro de saúde vos convoque”, recomenda, num alerta para eventuais burlas.

Quanto ao simulador que foi colocado no portal covid-19 para que as pessoas a partir de 50 anos possam perceber se figuram ou não nas listas da vacinação na primeira fase, o enfermeiro observa que já foram identificadas várias falhas, o que contribuiu para criar “algum ruído” nas unidades de saúde, porque os utentes telefonam ou enviam mails para tentar perceber porque é que não constam nas listas. 

O simulador permite actualizar os contactos, uma vez que há muitos casos em que os números de telemóvel, de telefone ou a morada estão desactualizados. Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) adiantaram, a propósito, ao PÚBLICO, que este portal já foi usado por mais de 350 mil pessoas desde domingo passado e que “os contactos foram actualizados mais de 45 mil vezes”.