Pela primeira vez na história um candidato vence em todos os concelhos do país

O actual Presidente da República segue a tradição da democracia portuguesa, sendo reeleito para um segundo mandato com 60% dos votos.

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Marcelo Rebelo de Sousa esta noite Daniel Rocha
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LUSA/MÁRIO CRUZ
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A ambição inicial de Marcelo Rebelo de Sousa para estas eleições presidenciais poderia ser fazer história e ultrapassar o anterior recorde de Mário Soares que, em 1991, foi reeleito com mais de 70% dos votos. Mas cedo percebeu que seria difícil. “É uma loucura. Mário Soares é irrepetível”, disse na apresentação da sua candidatura.

Um resultado histórico permitia a Marcelo afirmar-se como um presidente com uma base de apoio transversal, saindo reforçado para o segundo mandato. A pandemia alterou os planos e foi causando uma erosão na base de apoio, mas nenhuma sondagem deixou margem para dúvidas: Rebelo de Sousa foi sempre o preferido dos eleitores.

Nesta noite, Marcelo conseguiu o feito de ser o candidato mais votado em todo o país. Nem Soares em 1991 (quando teve 70,35%) o tinha conseguido.

Como candidato, a história de Marcelo escreve-se em poucas linhas: deixou para a última hora o anúncio da candidatura, abdicou dos tempos de antena, não tem site na internet ou perfil nas redes sociais. Como na corrida de há cinco anos, voltou a não afixar um único cartaz nas ruas.

“Os portugueses conhecem-me”, afirmou por diversas vezes. E isso bastou para ser eleito com uma percentagem de voto de 60%. Fica a pouco menos de 10 pontos percentuais do recorde de Soares, mas ultrapassa a barreira dos 50% que lhe permite ser eleito à primeira volta.

No próximo mandato tem como desafio acompanhar a recuperação do país pós-covid e lidar com uma possível reorganização do espaço político depois das legislativas de 2023.

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