Hong-Kong. Eurodeputada pede à UE “abordagem firme”

Há um português preso em Hong-Kong. Parlamento Europeu lamenta que acordo de princípio para o investimento com a China tenha sido assinado sem contrapartidas sobre direitos humanos

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LUSA/OLIVIER HOSLET

A eurodeputada socialista Isabel Santos denunciou ontem no Parlamento Europeu “a vertiginosa degradação dos direitos e liberdades fundamentais” de Hong-Kong desde que foi aprovada a lei de segurança interna do território. Isabel Santos referiu a prisão do “cidadão europeu” – Kok Tsz Lun, habitante de Hong-Kong com nacionalidade portuguesa – que foi preso pelo governo chinês, acusado de “travessia ilegal”, em conjunto com outros 11 jovens pró-democracia. O Alto Representante já tinha apelado à libertação destes jovens, mas o Governo chinês não reagiu. A deputada portuguesa também escreveu ao governo de Beijing a pedir para ir visitar o cidadão português detido sem obter resposta. Vai agora renovar esse pedido.

“Impõe-se à União Europeia uma abordagem firme e sem tréguas, com consequências, das violações de direitos humanos em Hong-Kong, na China continental no Tibet e em Schenzhen”, disse Isabel Santos.

Os deputados foram chamados a discutir uma resolução muito dura para com a violação dos direitos humanos na China, que critica o acordo de princípio para um Acordo Global de Investimento, firmado em Dezembro entre a EU e a China. Na proposta de resolução, o PE “lamenta que a decisão sobre a conclusão política do Acordo Global sobre o Investimento não espelhe os pedidos formulados pelo Parlamento Europeu em anteriores resoluções sobre Hong-Kong no sentido de utilizar as negociações sobre os investimentos como um instrumento de pressão destinado a preservar a autonomia de Hong-Kong e os direitos e liberdades fundamentais”.