Sporting entra em 2021 com vitória e liderança reforçada

Triunfo por 2-0 em Alvalade sobre o Sp. Braga com golos de Pedro Gonçalves e Matheus Nunes. “Leões” vão continuar na frente do campeonato, minhotos já estão a oito pontos.

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Mais um golo decisivo de pedro Gonçalves LUSA/MÁRIO CRUZ

Passou o Natal em primeiro. Acabou o ano velho em primeiro. Entrou no ano novo em primeiro. Está em primeiro com mais de um terço do campeonato disputado e sem ter perdido qualquer jogo. São todas metas simbólicas que não dão títulos nem medalhas, mas o Sporting está a atingir estas metas e isso significa alguma coisa. Neste sábado, tinha pela frente um adversário de topo que também tem ambições, mas superou-o. Os “leões” abriram 2021 a ganhar ao Sp. Braga por 2-0, com uma exibição marcada pela eficácia, e já levam 32 pontos conquistados em 36 possíveis, abrindo uma vantagem de cinco para o Benfica (visita o Santa Clara), de sete para o FC Porto (recebe o Moreirense) e de oito para os minhotos.

Este era um jogo com muitas histórias que se cruzavam. Rúben Amorim e Carlos Carvalhal defrontavam equipas das quais já foram treinadores e havia vários jogadores que há não muito tempo estavam do outro lado (Palhinha e Pote de um lado, Esgaio e Iuri Medeiros do outro), para além da sempre presente questão de estatuto nestes jogos entre “leões” e minhotos - os primeiros a quererem voltar aos títulos, os segundos a quererem dar um salto em frente na hierarquia do futebol português. E não esquecer toda a questão em volta de Paulinho, o avançado que decora primeiras páginas como a grande (e cara) paixão “leonina” para este mercado.

Entrou melhor o Sporting, sem desfazer um milímetro da estratégia  que tem resultado no passado recente, apesar das exibições menos fulgurantes. Desde o início a apostar na profundidade, houve duas aproximações perigosas que não foram verdadeiramente oportunidades de golo, ambas protagonizadas por Nuno Santos. Na primeira, Tiago Tomás serviu bem o extremo, mas não conseguiu fazer nada porque Esgaio foi magistral no desarme. Pouco depois, foi Nuno Santos a chegar atrasado a um grande cruzamento de Porro.

Depois, veio a fase de domínio da equipa de Carvalhal, que teve três grandes oportunidades, mas não  acertou na baliza. Aos 32’, Ricardo Horta ficou isolado na área e tentou um chapéu, mas Adán ficou de pé e defendeu. Pouco depois, aos 35’, Horta voltou a estar perto do golo, mas voltou a não ser eficaz e, aos 40’, Al-Musrati atirou ao poste. 

Quando o Sp. Braga acertou na baliza, não contou. Logo a abrir a segunda parte, Sequeira arrancou um cruzamento a partir da esquerda e Paulinho cabeceou para o golo. Os minhotos festejaram, o golo foi creditado no marcador, mas houve um compasso de espera para o VAR notar que o ponta-de-lança estava 14 centímetros adiantado em relação ao penúltimo defesa do Sporting. 

À falta de eficácia bracarense, o Sporting respondeu com eficácia total. Aos 54’, Nuno Mendes avançou pela esquerda, enviou a bola para a área e Nuno Santos tocou para trás, onde estava Pedro Gonçalves para fazer o 1-0, a “trair” a equipa onde fez a sua formação - nem estava a fazer um grande jogo, mas apareceu na altura certa para marcar o 11.º no campeonato, reforçando o estatuto de melhor marcador da prova.

E depois de Adán ter brilhado mais uma vez, aos 63’, a mais um remate de Ricardo Horta, o Sporting voltou a ferir o Sp. Braga. Aos 78’, Sporar arrancou pelo flanco, ganhou em corrida ao “rápido como um caracol” Rolando e conseguiu arrancar um remate que Matheus defendeu com dificuldade. O problema para o guardião brasileiro do Sp. Braga é que logo ali estava outro Matheus para a recarga imediata, que fez crescer a vantagem para 2-0, deixando o Sporting absolutamente tranquilo naquela que se previa uma entrada complicada em 2021.

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