Portugal vai receber mais 2,2 milhões de doses da vacina da Pfizer-BioNTech

União Europeia anunciou compra de cem milhões de doses na terça-feira. Para o mês de Janeiro está prevista a entrega de mais de 319 mil doses.

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Vacina da Pfizer contra a covid-19 Reuters

Portugal vai receber 2,2 milhões de doses adicionais da vacina da Pfizer-BioNTech, fruto da aquisição pela Comissão Europeia de mais cem milhões de doses à farmacêutica. Esta informação foi confirmada ao PÚBLICO pelo Ministério da Saúde, que adiantou ainda não ser possível traçar uma data específica para a chegada destas doses adicionais.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou nesta terça-feira no Twitter uma nova aquisição de vacinas, que começaram a ser administradas na União Europeia no domingo. “Decidimos adquirir cem milhões de doses adicionais da vacina Pfizer-BioNTech, que já está a ser usada para vacinar cidadãos por toda a União Europeia. Teremos assim 300 milhões de doses desta vacina, que foi considerada segura e eficaz. Mais vacinas se seguirão!”, escreveu Ursula von der Leyen.

Para o mês de Janeiro está prevista a entrega de 319.800 vacinas, como confirmou a ministra da Saúde, Marta Temido, durante uma visita ao Hospital Curry Cabral, em Lisboa, na segunda-feira. “Estimamos ter 79.950 entregas em cada uma das quatro semanas de Janeiro. É, aliás, uma quantidade semelhante à que recebemos por duas vezes em Dezembro”, explicou a ministra.

As primeiras 9750 doses desta vacina chegaram a Portugal no sábado, com Portugal a receber nesta segunda-feira um lote com mais 70.200 doses

Estas novas doses poderão servir para reforçar a vacinação em estruturas residenciais de idosos e unidades de cuidados continuados, que começarão a receber vacinas já no início de Janeiro.

A vacina da Pfizer-BioNTech, a primeira contra a covid-19 a receber aprovação​ dos reguladores, mostrou 95% de eficácia a começar nos 28 dias a seguir à primeira dose, sem efeitos secundários graves, de acordo com os resultados dos ensaios clínicos. O Reino Unido foi o primeiro país ocidental a aprovar o uso de emergência desta vacina, sendo também o pioneiro na campanha de vacinação.

O plano de vacinação para a covid-19 relativo à vacina destas fabricantes prevê que o medicamento seja tomado em duas doses. O intervalo entre a primeira e a segunda injecção deve ser de 21 dias, sendo que nos ensaios clínicos da Pfizer-BioNTech o intervalo entre doses variou entre 19 e 42 dias. Depois de ter recebido a primeira dose, o utente deverá agendar a segunda, de acordo com a indicação do médico ou enfermeiro.

A vacina precisa de pelo menos dez dias para começar a criar protecções contra o vírus, sendo fundamental que os vacinados mantenham as medidas de distanciamento e protecção individual após a inoculação.