Diogo Infante na pele do bad guy Ricardo III

O actor protagoniza no Teatro da Trindade, desta quinta-feira e até 31 de Janeiro, Ricardo III, de William Shakespeare, numa encenação de Marco Medeiros. E encarna o manipulador e sedutor vilão, algures entre Joker e Marilyn Manson.

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Diogo Infante recria “uma figura andrógina, excêntrica e que testa os limites da normalidade” Filipe Ferreira
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As colunas debitam sem parar "Bad guy", de Billie Eilish, e é fácil pensar o quanto a cultura popular promove e admira estes "bad guys" Filipe Ferreira
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Diogo Infante/Ricardo III partilha com a plateia que colocará em marcha um engenhoso plano de manipulação que promoverá a guerra entre aqueles que o rodeiam, limpando caminho até ao trono Filipe Ferreira

Entramos na sala do Teatro da Trindade e somos atirados para uma festa em que se dança de forma lasciva, em que circulam garrafas de champanhe e tudo promete uma suspensão de quaisquer regras morais. As colunas debitam sem parar Bad guy, de Billie Eilish, e é fácil pensar o quanto a cultura popular promove e admira estes bad guys — até ao momento em que um de carne e osso lhe cai em cima com estrondo. A festa desbragada decorre, por isso, até que Ricardo III (Diogo Infante) entra em cena com uma imagem que remete tanto para o Marilyn Manson de Mechanical Animals quanto para o Joker de Joaquin Phoenix. A partir daí, a festa passa a pertencer-lhe por inteiro.

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