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José Frade

A aventura sinfónica de Sérgio Godinho vai recomeçar em disco

Trinta anos depois do seu primeiro álbum ao vivo, Sérgio Godinho tem os seus memoráveis concertos com a Orquestra Metropolitana de Lisboa editados em disco. E assim revive aquela que foi a sua primeira aventura com uma orquestra sinfónica, o maestro Cesário Costa, arranjos de Filipe Raposo e Os Assessores.

Foram quatro noites no São Luiz, de que ficou grata memória. Renascem agora, porque essa primeira experiência de Sérgio Godinho com uma orquestra sinfónica, no caso a Metropolitana de Lisboa, chega esta sexta-feira às plataformas digitais e às lojas, em CD. É como se o espectáculo recomeçasse, com um olhar retrospectivo, do público e do próprio Sérgio Godinho. “Com orquestra sinfónica foi mesmo a minha primeira experiência”, diz ele ao Ípsilon “Aliás, eu digo no texto do programa do São Luiz [de 2018] que, ‘mais do que uma lacuna no currículo, era uma lacuna no prazer’. No São Luiz tive também uma outra experiência com orquestra, a de jazz de Matosinhos, mas não foi gravada. E também fiz concertos com filarmónicas, o que ainda é outra experiência em termos sonoros.” Isso começou em 2016, no âmbito do AgitÁgueda: “Foi com uma filarmónica de grande qualidade, a de Travassô, perto de Águeda [a Orquestra Filarmónica 12 de Abril, fundada em 1925], e eles fizeram arranjos muito bons. Foi uma grande alegria, porque esta filarmónica tem gente de todas as idades, dos 10 aos 90 anos.” Os arranjos feitos pela 12 de Abril foram depois transmitidos “e de certo modo adaptados” por outras filarmónicas com as quais Sérgio Godinho actuou posteriormente. “São prazeres diferentes, mas que vão dar ao mesmo, que é o prazer de cantar as minhas canções com outras cores musicais.”