Joe Biden é o Presidente eleito dos Estados Unidos

O candidato do Partido Democrata ganhou a Pensilvânia, Nevada e Arizona garantindo pelo menos 290 votos no colégio eleitoral.

Joe Biden, o candidato do Partido Democrata norte-americano à Casa Branca, foi anunciado este sábado como o vencedor da eleição presidencial de 2020 nos Estados Unidos. Como é habitual, o anúncio foi feito pelos mais importantes jornais e canais de televisão do país, sujeito a confirmação oficial nas próximas semanas. 

De acordo com as contagens dos votos nos estados da Pensilvânia, Nevada e Arizona, Biden garantiu, pelo menos, 290 votos do Colégio Eleitoral – mais 20 dos que os necessários para a eleição. 

Estão ainda a decorrer as contagens de voto na Georgia, Carolina do Norte e Alaska, mas o ainda Presidente dos EUA, Donald Trump, não conseguirá virar o resultado. 

À partida, Trump será o candidato mais votado na Carolina do Norte e no Alaska (dois estados tradicionalmente conservadores e onde o candidato do Partido Republicano vai à frente). A situação é menos clara na Georgia, outro estado que costuma eleger candidatos do Partido Republicano – a vantagem de Biden sobre Trump é tão curta que o estado vai proceder a uma recontagem, em princípio no dia 13 de Novembro. 

As projecções dos jornais e das televisões são feitas a partir dos votos que vão sendo anunciados pelos vários estados, cruzados com o número de votos por contar, e com a informação sobre a proveniência e o tipo dos boletins. 

Por exemplo, a vitória de Joe Biden na Pensilvânia foi confirmada porque o número de votos que estavam por contar ao fim da manhã deste sábado (80.000) e a vantagem de Joe Biden sobre Trump (28.000), tiravam ao Presidente qualquer hipótese de vitória – a maioria dos votos por contar foram enviados por eleitores de condados onde o Partido Democrata vence por largas margens, e muitos foram enviados por correspondência (um método que foi usado em muito maior número por eleitores do Partido Democrata este ano, por causa da pandemia). 

Numa eleição tradicional, o candidato derrotado estaria neste momento a felicitar o vencedor num discurso dirigido aos seus apoiantes, com o objectivo de apelar à união do país. Mas não é isso que se espera de Trump – este sábado, quando já se sabia que a vitória de Biden estava por horas, o Presidente dos EUA voltou a dizer, no Twitter, que ganhou a eleição “por uma grande margem”. 

Os advogados do Partido Republicano lançaram uma ofensiva nos tribunais dos estados onde a contagem foi mais renhida, mas até agora não tiveram nenhuma vitória importante. E os argumentos apresentados não parecem ser tão sólidos como o que deu origem à contestação de Al Gore, na eleição de 2000, no estado da Florida. 

No Arizona, por exemplo, um juiz recusou-se a aceitar um pedido do Partido Republicano para pôr fim à utilização de uma máquina de verificação de assinaturas. Com a utilização dessa máquina, os responsáveis pela contagem dos votos podiam confirmar, mais rapidamente, se as assinaturas nos boletins são iguais às assinaturas que estão nos livros de registo de eleitores. 

Partindo-se do princípio de que os processos em tribunal não vão alterar o resultado anunciado este sábado, os próximos passos têm datas marcadas. 

Até ao final de Novembro, os condados dos 50 estados norte-americanos vão certificar os resultados. Por essa altura, os governadores de cada vão nomear os grandes eleitores do Colégio Eleitoral, que se reúnem na capital de cada estado no dia 14 de Dezembro. É nesse dia que os resultados da eleição são oficialmente confirmados. 

Depois disso fica a faltar a certificação pelo Congresso dos EUA, numa sessão marcada para o dia 6 de Janeiro de 2021. Duas semanas mais tarde, a 20 de Janeiro, o Presidente eleito toma posse como 46.º Presidente dos EUA, e é no mesmo dia, ao meio-dia, que termina o mandato do actual Presidente.