A Underdogs faz arte com painéis solares — para levar luz ao Ruanda

Bordallo II, Tamara Alves, Vhils, Wasted Rita e MaisMenos criaram obras de arte com painéis solares usados a convite do Solar Panel Art Series. Parte das vendas reverterá a favor da Solar Kids School Programme, da Little Sun Foundation, “que fornece luz clara, segura e sustentável na forma de lâmpadas solares a mais de 200 crianças estudantes e os seus professores no Ruanda”.

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O convite foi lançado e a Underdogs aceitou: há obras de arte solidárias feitas em painéis solares usados. O repto veio da Solar Panel Art Series que, em conjunto com a Beam Magazine, desafiou Bordallo II, Tamara Alves, Vhils, Wasted Rita±MaisMenos± a dar asas à imaginação e a fazer parte de um projecto que “concilia a ciência e a arte, criando uma plataforma onde a energia renovável se une à criatividade artística”. 

A ideia é “criar um impacto positivo, promovendo a consciencialização social e a mudança”, lê-se no comunicado do projecto. As obras podem ser vistas (e compradas) na exposição online Solar Panel Art Series — Underdogs Edition, e parte da receita das vendas reverterá para a Solar Kids School Programme, da Little Sun Foundation, “que fornece luz clara, segura e sustentável na forma de lâmpadas solares a mais de 200 crianças estudantes e os seus professores no Ruanda”. 

A Little Sun Foundation, criada por Olafur Eliasson em 2016, é uma organização sem fins lucrativos que tem vindo a “fornecer energia e ajuda humanitária, assim como a melhorar a educação, segurança e saúde para aqueles que vivem sem acesso à energia”. Já contou com exposições em Berlim, Madrid e Nova Iorque — este ano, a exposição online está patente no site da Underdogs até 13 de Novembro. 

“Uma obra de arte nunca é apenas o objecto; é também a experiência e o seu impacto contextual, como é usada e usufruída e como levanta questões e muda formas de pensar e de viver. É exactamente isto que a Solar Panel Art Series faz, e é um grande exemplo de como provocar o diálogo sobre a energia renovável e a actual desigualdade de distribuição energética. Adicionalmente, não só nos faz pensar, como também agir”, refere Olafur, citado no mesmo comunicado. Tudo por um “futuro mais brilhante”.