Deixemo-nos ir, onda a onda, foto a foto

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No mar encontramos a normalidade: a onda que vai e volta, que recolhe e rebenta, que leva e devolve, o imutável que não fica estático. Não há pandemia que mude como se comporta, como soa, como cheira. Contemplamos as ondas que nos dão vontade de mergulhar, que nos põem a pensar, e algumas que nos assustam — de qualquer forma, o seu movimento não nos deixa indiferentes. Nem a sua grandiosidade.

Paulo Pimenta, fotojornalista do PÚBLICO, captou-as, a preto e branco, na zona de Matosinhos e Porto, com uma intenção: a de nos deixarmos ir no movimento das ondas. E então, de frente para essa mancha sem fim que é o mar, deixemo-nos ir. Acabando sempre por voltar.