Benfica pode recuperar o que lhe foi tirado no fim-de-semana

Os “encarnados” jogam a liderança da I Liga no Estádio do Bessa, nesta segunda-feira (21h, SPTV1), num jogo em que terá pela frente um Boavista com alguns “traços de personalidade” bastante claros.

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Seferovic e Gonçalo Cardoso num dos últimos duelos entre Benfica e Boavista LUSA/MIGUEL A. LOPES

O Sporting é o actual líder da I Liga, mas o Benfica ainda tem 90 minutos para reverter o cenário a seu favor. Para tal, “basta” que faça o que fez até aqui: tornar em triunfo todo e qualquer jogo de campeonato. Os “encarnados” deslocam-se ao Estádio do Bessa, nesta segunda-feira (21h, SPTV 1), num jogo em que terão pela frente um Boavista com alguns “traços de personalidade” bastante claros.

Os portuenses são uma das equipas que mais remates concedem aos adversários – um dado que muito agradará ao Benfica –, mas, por outro lado, são também uma das que mais rematam, sobretudo em jogos em casa (só Benfica, Sp. Braga e FC Porto rematam mais em jogos caseiros).

Em matéria de estilo o Boavista destaca-se por não ser uma equipa particularmente agarrada à bola – é a segunda equipa com menos passes feitos – e, num dado defensivo curioso, é claramente a equipa mais faltosa da Liga (mais de 20 faltas por jogo). E isto pode ter impacto frente a uma equipa com valores individuais como os que existem no Benfica.

As virtudes da formação de Vasco Seabra não têm permitido, porém, que a equipa se livre da zona de descida de divisão. Na antevisão da partida, Jorge Jesus, treinador do Benfica, alertou para o facto de o adversário ter mais valor do que aquele que tem mostrado.

“É um clube carismático, que tem mais valor do que a classificação aparenta. São momentos que as equipas têm. Vamos encontrar um Boavista muito complicado, um jogo difícil, como normalmente é no Bessa, e este não vai fugir à regra”, analisou.

Do lado contrário, Vasco Seabra também não deixou de abordar a diferença entre as exibições e os resultados dos axadrezados. “O comentário de todos os que vêem os nossos jogos é que, com aquilo que temos criado, teríamos conseguido melhores resultados. A verdade é que não aconteceram, mas sabemos que as coisas vão acabar por acontecer”.