Jesus não está surpreendido, nem com o “mau” FC Porto, nem com o “bom” Sporting

O treinador dos benfiquistas desvalorizou o mau arranque dos portistas na Liga e diz que o Sporting está a fazer o que é suposto fazer.

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Jorge Jesus LUSA/Jakub Kaczmarczyk

O treinador do Benfica, Jorge Jesus, afirmou neste domingo que não está surpreendido com o desempenho dos rivais na luta pelo título da I Liga de futebol, seja com o mau arranque do FC Porto ou a proximidade do Sporting.

No decorrer da antevisão à partida de segunda-feira, com o Boavista, o técnico dos “encarnados” preferiu focar-se na sua equipa e no que tem de “continuar a fazer”, desvalorizando os oito pontos já perdidos pelos “dragões” em apenas seis jornadas.

“Nem sempre as três equipas começam bem, o que é normal. O facto de não começar bem não quer dizer que não acabe melhor. São momentos que as equipas têm, que atravessam momentos bons e não tão bons. Não valorizo muito o facto de os nossos rivais poderem perder mais pontos, porque é um campeonato muito grande e todos vão ter momentos melhores ou piores”, desvalorizou Jesus.

No mesmo prisma, o técnico referiu que não o surpreende o início de campeonato do Sporting, que pode assumir a liderança, à condição, se vencer o Tondela no Estádio José Alvalade, e voltou a colocar os três rivais em pé de igualdade.

“A expectativa dos três grandes é sempre serem candidatos a vencedor do campeonato. É histórico. Nada me surpreende. O campeonato que o Sporting fez até agora, está dentro do normal, como o Benfica está. A única anormalidade aqui é o que está a acontecer ao FC Porto, mas a qualquer momento pode recuperar e o que lhe está a acontecer pode acontecer ao Sporting ou ao Benfica durante a época”, comentou o treinador do clube da Luz.

Antes disso, Jorge Jesus voltou a sublinhar que considerou a exibição do Benfica, frente ao Standard Liège, na quinta-feira, como “o melhor jogo da equipa até à data”, porque teve “momentos muito bonitos”, mas alertou para os perigos que o adversário de segunda-feira irá colocar.

“É um clube carismático, que tem mais valor do que a classificação aparenta. São momentos que as equipas têm. Vamos encontrar um Boavista muito complicado, um jogo difícil, como normalmente é no Bessa, e este não vai fugir à regra”, considerou.

Sobre as suas opções para o lado direito da defesa, durante a ausência de André Almeida, o técnico não desvendou preferência por Gilberto ou Diogo Gonçalves, que ocupou o lugar na quinta-feira, pois são “dois jogadores parecidos em termos de características”, mas no lado oposto do terreno deixou elogios a Everton, um jogador que “está a adaptar-se ao futebol europeu”.

“No Grémio não defendia muito, o jogo passava por ele muito ofensivamente, e no Benfica tem de ter outros movimentos defensivos que o afastam mais da zona do golo, mas isso são as ideias da equipa e ele está a adaptar-se. Mas tem sido um jogador que tem feito os jogos todos, é um jogador que nós sabemos que o seu rendimento não é o “top” dele, mas é sempre alto. Isso é que faz a diferença dos grandes jogadores”, elogiou o técnico.

O Benfica visita o Boavista na segunda-feira, num encontro da sexta jornada da I Liga portuguesa de futebol, no qual os “encarnados” procuram manter o registo 100% vitorioso no campeonato e ampliar para oito pontos a vantagem sobre o FC Porto, derrotado na sexta-feira (3-2) em Paços de Ferreira.