Livre critica Orçamento de “remendos esburacados”, mas optaria pela abstenção

Partido denuncia regresso do sectarismo e do taticismo no campo da esquerda. Se tivesse representação parlamentar abstinha-se.

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Livre optaria pela abstenção para negociar na especialidade Daniel Rocha

O Livre considera que o Orçamento do Estado (OE) que vai ser votado e aprovado na generalidade esta quarta-feira no Parlamento como “um conjunto de remendos esburacados” que repousam numa visão de curto prazo.

Em comunicado enviado às redacções a poucas horas da votação na Assembleia da República, o Livre é crítico para com a proposta governamental de contas públicas para 2021. “Ao secundarizar os combates à pobreza e à emergência ecológica, a proposta do Governo não consegue concretizar as boas intenções com que se apresenta”, refere o texto.

“Faltou a coragem para aprofundar e melhorar os mecanismos do Estado Social essenciais para combater a crise económica gerada pela pandemia do covid-19”, denuncia. “O Livre vê-se confrontado com um OE que não passa de um conjunto de remendos esburacados (...) que agravam as desigualdades estruturais da nossa sociedade e hipotecam o seu futuro”, critica. “O OE assenta numa visão de curto prazo e mantém a aposta na economia do passado, nos moldes da pré-pandemia”, refere o comunicado. 

O Livre é crítico com as posições da esquerda parlamentar. “Toda a esquerda precisa de estar à altura das responsabilidades presentes”, considera. Contudo, em vez dessa postura, o partido lamenta outra posição: “O regresso a um sectarismo e tacticismo entre partidos de esquerda.”

Considerando que as contas públicas para 2021 apresentadas pelo executivo de António Costa não são austeritárias, o Livre afirma que, se tivesse representação parlamentar, “optaria pela abstenção”, na perspectiva da negociação na especialidade. 

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