Co-piloto do Canadair que caiu no Gerês morreu em Espanha

Homem foi encontrado morto em sua casa, em Babilafuente, Espanha, onde se encontrava a recuperar dos ferimentos graves provocados pela queda do avião.

parque-nacional-penedageres,incendios,acidentes,bombeiros,sociedade,
Foto
LUSA/PAULO CUNHA

O co-piloto do avião Canadair, Maximiliano Plaza Bretón, que caiu enquanto combatia um incêndio na zona do Parque Nacional da Peneda-Gerês, em Agosto, morreu esta seguda-feira em casa, onde recuperava depois de ter tido alta hospitalar, informaram meios de comunicação espanhóis.

Segundo o jornal A voz da Galiza, o homem, de 38 anos e de nacionalidade espanhola, foi encontrado morto em sua casa, em Babilafuente, onde se encontrava a recuperar dos ferimentos graves provocados pela queda do avião Canadair a 8 de Agosto.

Por sua vez, o jornal Faro de Vigo avança, citando o diário La Gaceta, que se aguardam os resultados da autópsia para determinar as causas da morte.

O acidente com o avião que combatia um incêndio no Parque Nacional da Peneda-Gerês, em Lindoso, concelho de Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, vitimou no dia 8 de Agosto um piloto, de nacionalidade portuguesa de 65 anos.

No dia do acidente, o co-piloto foi transportado para o Hospital de Braga e, no dia 15 de Agosto, transferido para o hospital Virgen de la Vega, em Salamanca, onde acabou por ser operado, explica o Faro de Vigo.

“Depois de receber alta médica foi recebido como um herói em Babilafuente, onde permaneceu todo este tempo para a sua recuperação”, afirma o jornal espanhol.

Marcelo lamenta morte de co-piloto

De acordo com uma nota publicada no portal da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa “apresentou hoje [segunda-feira] sentidas condolências aos familiares do co-piloto”, que ficou “ferido na sequência do trágico acidente do avião Canadair a 8 de Agosto, enquanto combatia um incêndio no Gerês ao lado do piloto português, Jorge Jardim, que infelizmente faleceu no local”.

“O Presidente da República enaltece o profissionalismo de todos aqueles que, em particular nos últimos meses, têm prestado um serviço de equipa e o auxílio imprescindível no combate aos terríveis incêndios que tanto têm fustigado o nosso país”, lê-se na mesma nota.

Sugerir correcção