Jorge Jesus diz que não lhe chega ser campeão nacional

O treinador do Benfica fez a antevisão do jogo da Liga dos Campeões frente ao PAOK, marcado para esta terça-feira, e apontou a altos voos europeus.

Jesus na pré-época do Benfica
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Jesus na pré-época do Benfica LUSA/ANTONIO COTRIM

Jorge Jesus, treinador do Benfica, garantiu que ser campeão nacional é pouco para os objectivos pessoais que tem. “Quando cheguei ao Benfica pela primeira vez, a ambição era ser campeão nacional, porque eu nunca tinha sido. Agora já fui e a ambição não é ser só campeão nacional, é ir o mais longe possível na Europa. Esta ambição ninguém me pode tirar”, disparou, nesta segunda-feira, na antevisão do jogo frente ao PAOK, para a 3.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

Olhando para a partida, o técnico garantiu que o Benfica não será afectado pela pressão do algo investimento feito na equipa.

“O que aumenta a pressão é termos uma eliminatória a um jogo, na qual temos responsabilidade de ganhar e passar. Tudo o resto [investimento] não traz pressão, porque no Benfica a pressão já é diária (…) se me perguntar a mim se a pressão diz alguma coisa, direi ‘zero’. Já estou habituado. Faz parte dos grandes treinadores, grandes jogadores e grandes equipas. Esses não têm pressão”, disparou, sobre aquela que definiu como “a primeira final” do Benfica no caminho para a Champions.

Questionado sobre a integração dos reforços, Jesus deixou um alerta para os jogadores: não há “lugar cativo” para quem custou muitos milhões. “Eles são reforços não é para jogarem no “onze”, é para fazerem parte do plantel. Claro que alguns não deixam dúvida e vão fazer parte do “onze”, mas não quer dizer que todos cheguem aqui e tenham lugar”, explicou.

Análise à covid-19

O técnico “encarnado” avançou ainda que, apesar de ser o primeiro jogo oficial, o Benfica já tem condições para ter um bom desempenho. E garantiu que não tem problemas em que o Benfica seja visto como favorito para este jogo.

“Não me importo que ponham sempre o Benfica como favorito em todos os jogos. É sinal de qualidade e de que temos uma equipa forte. Mas isso não é sinal de vencedor antecipado”.

Jesus fez também a análise ao adversário, falando do mérito de Abel Ferreira num sistema táctico difícil de treinar. “Fizemos o trabalho de casa. Reconhecemos as qualidades do adversário em todos os momentos do jogo. É uma boa equipa. O Abel está a fazer um excelente trabalho e tem uma ideia de jogo muito positiva, num sistema de jogo [três centrais] difícil para treinar”.

Por fim, Jesus abordou a infecção por covid-19 registada no guarda-redes Svilar. O técnico desvalorizou a questão e fez a análise geral às soluções para a pandemia.

“O futebol deu um exemplo muito grande de como se tinha de conviver com esta pandemia. Mas para mim isto [pandemia] não é nada de novo. No Brasil, tive onze jogadores com covid. A solução é testar, isolar e prevenir. Mais nada”.

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