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No CLIP, a partir do 5º ano, são os alunos que asseguram a desinfecção das suas mesas Adriano Miranda

Escolas privadas “preparadíssimas” para o “novo normal”. Mas já há casos de covid-19

Nem com todos os meios à disposição as escolas privadas, que já estão a funcionar a todo o gás, conseguiram evitar casos de contágio entre os seus alunos. Mas o que distingue as escolas privadas das públicas é a disponibilidade de meios para atenuar o impacto do “novo normal” na comunidade escolar. No CLIP, no Porto, foi, por exemplo, possível derrubar paredes e comprar mobiliário novo para garantir o distanciamento físico.

Ao contrário das escolas públicas, que só retomarão o ensino presencial no final da próxima semana, as escolas privadas já estão a funcionar em pleno. Mas, nem com todos os meios à disposição, conseguiram evitar os casos de contágio: na Escola Alemã de Lisboa, cerca de 70 alunos foram obrigados a regressar a casa, depois de um aluno ter sido diagnosticado com o novo coronavírus, e o mesmo aconteceu no Lycée International Français, no Porto. Num caso e no outro, os alunos em isolamento profiláctico já retomaram o ensino remoto. “Soubemos no sábado e os alunos começaram o ensino à distância, na segunda-feira, às oito da manhã”, asseverou ao PÚBLICO Rita Dantas, responsável pela comunicação da escola, explicando que todos os restantes alunos vêm apresentando testes negativos para a covid-19, devendo retomar as aulas já a 17 de Setembro, “desde que apresentem resultado negativo e ausência de sintomas”.