Oxalá, de António-Pedro Vasconcelos, agora em cópia restaurada

Filme estreou-se há 40 anos no Festival de Veneza, pretexto para a apresentação da cópia nova, esta quarta-feira, no Nimas, em Lisboa, onde teve a sua estreia portuguesa em 1981.

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Oxalá, de António-Pedro Vasconcelos DR

É no mesmo ecrã do Cinema Medeia Nimas, em Lisboa, que, quase quatro décadas depois, no próximo dia 16 de Setembro (21h00), será feita a estreia da cópia restaurada da longa-metragem de António-Pedro Vasconcelos, Oxalá (1980), um filme algo confessional sobre a deriva de uma geração perante a evolução da vida política e social em Portugal nos anos subsequentes ao 25 de Abril de 1974.

“Um jovem exilado em Paris faz várias viagens a Portugal, entre 25 de Abril de 1974 e Outubro de 1978. Estas viagens são mostradas através de uma série de retratos femininos” – é esta a sinopse de Oxalá, que teve a sua estreia nacional no Nimas a 8 de Maio de 1981, mas cuja antestreia acontecera em Setembro do ano anterior, integrada na selecção oficial do Festival de Veneza – faz agora 40 anos. No elenco artístico deste filme, o primeiro a ser produzido por Paulo Branco, encontramos nomes como os de Manuel Baeta Neves, Marta Reynolds, Laura Soveral, Judite Maigre, Lia Gama, Ruy Furtado, Karen Blangueron, Teresa Madruga e Adelaide João.

O filme teve boa recepção crítica em Veneza – Giovanni Grazzini, do Corriere della Sera, escreveu então: “Oxalá é de facto o melhor que nos chegou de Lisboa nos últimos anos e talvez o ponto de partida para um cinema português” –, como depois na sua exibição comercial em Portugal. Viria a ser, no entanto, depois superado pelo enorme sucesso público da longa-metragem seguinte do realizador, O Lugar do Morto (1984).

Tanto António-Pedro Vasconcelos como Paulo Branco vão também regressar ao Nimas esta quarta-feira para uma conversa com os espectadores no final da projecção.

Notícia corrigida: a data da sessão é 16 e não 9 de Setembro. 

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