neil-young,iggy-pop,david-byrne,martin-scorsese,culturaipsilon,musica,
Ebet Roberts

Chris Frantz: “David Byrne é um grande performer. Estive sempre feliz a trabalhar com ele. Infelizmente, ele nem sempre foi recíproco nisso”

Em Remain in Love, Chris Frantz, o baterista de uma das grandes bandas dos anos 1970 e 80, fala bastante, e não muito bem, sobre David Byrne. É uma tentativa de equilibrar a narrativa oficial sobre os Talking Heads, que põe demasiada ênfase em Byrne. Alguém, que, segundo Chris em conversa com o Ípsilon, sempre esteve demasiado sedento de crédito para valorizar devidamente as contribuições dos seus colegas.

Era o ano de 1979. No Le Palais, em Paris, Chris Frantz, baterista de Talking Heads, estava no camarim com o resto da banda quando um dos Rolling Stones (não era Keith Richards, sublinha) lhe ofereceu, a ele e aos colegas, algo para snifar. Frantz, dado à cocaína, foi o único a aceitar. Só que não era cocaína, era heroína.