Associação defende centro interpretativo do Estado Novo para projetar Santa Comba Dão

Anualmente, um grupo de admiradores do ditador português António Salazar vai até ao cemitério para homenagear a figura do Estado Novo.

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Todos os anos, admiradores do ditador português vão até ao cemitério homenagear Salazar LUSA/NUNO ANDRÉ FERREIRA
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Todos os anos, admiradores do ditador português vão até ao cemitério homenagear Salazar LUSA/NUNO ANDRÉ FERREIRA
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Todos os anos, admiradores do ditador português vão até ao cemitério homenagear Salazar LUSA/NUNO ANDRÉ FERREIRA
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Todos os anos, admiradores do ditador português vão até ao cemitério homenagear Salazar LUSA/NUNO ANDRÉ FERREIRA

O presidente da Associação de História do Estado Novo (ASHENO), general Vizela Cardoso, defendeu este domingo que a criação do centro interpretativo do Estado Novo vai projectar o concelho de Santa Comba Dão a nível internacional.

À margem de uma romagem ao cemitério do Vimieiro, Santa Comba Dão, para assinalar os 50 anos da morte de António Oliveira Salazar, Vizela Cardoso disse que é tempo de os habitantes locais “se deixarem de complexos e de acolherem e respeitarem a memória deste filho de Santa Comba Dão”, aproveitando “a projecção do seu nome, até em termos internacionais”, com o projecto do centro interpretativo e museológico do Estado Novo.

Segundo o presidente da ASHENO, esta entidade está a colaborar com a Câmara Municipal de Santa Comba Dão na criação do centro interpretativo, na freguesia do Vimieiro, no espaço da antiga escola de Salazar.

 "Temos recolhido documentos e outras coisas, algumas que são do espólio de António de Oliveira Salazar, para colocar no centro interpretativo do Estado Novo, que é uma obra que irá projectar ainda mais Santa Comba Dão”, reforçou. No seu entender, “há coisas boas e coisas más neste período da história” do Estado Novo e, por isso defendeu que, “tem de ser registada a verdade”.

Vizela Cardoso esteve este domingo no cemitério do Vimieiro, junto da campa de Salazar, conjuntamente com algumas dezenas de pessoas que assinalaram os 50 anos da sua morte, em 27 de Julho de 1970. O momento terminou com os participantes a cantarem o hino nacional, com alguns a fazerem a “saudação romana”, de onde seguiram para a igreja local, para assistirem a uma missa, antes de um almoço-conferência pelo tenente-coronel Brandão Ferreira.