Festival ao Largo: contenção e intimismo no Palácio da Ajuda

Música, bailado e teatro num Festival que vai decorrer este ano de 10 a 25 de Julho no pátio do Palácio Nacional da Ajuda.

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Joana Carneiro vai dirigir o coro do TNSC e elementos da OSP com o Requiem de Fauré no dia 18 de Julho Miguel Manso

O Festival ao Largo, que este ano se realiza no pátio do Palácio da Ajuda, foi reprogramado três vezes, neste período em que é difícil ter muitas certezas. O Teatro de São Carlos conseguiu, ainda assim, chegar à programação final a tempo e horas. Os cuidados com saúde e higiene obrigam a agrupamentos mais pequenos e a regras de distanciamento nos lugares, e forçaram um deslocamento complicado do Festival que sempre se realizou ali mesmo à porta do São Carlos.

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O Festival ao Largo, que este ano se realiza no pátio do Palácio da Ajuda, foi reprogramado três vezes, neste período em que é difícil ter muitas certezas. O Teatro de São Carlos conseguiu, ainda assim, chegar à programação final a tempo e horas. Os cuidados com saúde e higiene obrigam a agrupamentos mais pequenos e a regras de distanciamento nos lugares, e forçaram um deslocamento complicado do Festival que sempre se realizou ali mesmo à porta do São Carlos.

Mas há coisas que se mantêm: a entrada gratuita e o seu carácter popular. Segundo a directora artística Elisabete Matos, “o Festival tem de juntar a parte mais erudita com uma parte mais despretensiosa, porque temos de apostar em cativar outros públicos”. O Festival abre em festa no dia 10 de Julho, com os metais e as percussões da Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP), num programa cativante que passa por Shostakovitch, Verdi e uma suite da Carmen de Bizet. No dia seguinte, as cordas da OSP lançam-se a Bach e Villa-Lobos, seguidos das 6 Tonadillas de Granados com a soprano Susana Gaspar. A Camerata Atlântica e o tenor Carlos Guilherme interpretam no dia 13 um programa de tangos e boleros, acompanhados por dois bailarinos que dançam tango sem nenhum distanciamento (entre eles). No dia 14 os Invicta All-Stars fazem um programa variado e bem humorado, com música para cinema, canções e música erudita, sob a direcção de António Saiote.

No dia 15 de Julho haverá a primeira apresentação do coro do São Carlos, com uma obra deliciosa de Rossini, a Petite Messe Solenelle, uma missa de câmara, bela e invulgar, que será, como nos explicou Elisabete Matos, “uma homenagem a todas as pessoas que estiveram e continuam a estar na linha da frente nos tempos de pandemia”. O coro do TNSC e elementos da OSP regressam no dia 18 de Julho com o Requiem de Fauré (e duas obras de Franck e Mozart), dirigido por Joana Carneiro e também com um carácter simbólico (pelas vidas perdidas em resultado da pandemia). Nos dias 19 e 20 de Julho haverá ainda mais dois concertos de câmara: a OSP interpreta Mozart, Dvoràk e Tchaikovski (direcção de Joana Carneiro), enquanto a Orquestra de Câmara de Oeiras e de Cascais interpreta Sibelius, Martin e uma interessante obra de Britten, as Illuminations, com direcção de Nikolay Lalov e a soprano Filipa Portela. Mas o Festival inclui ainda teatro (dia 12, Sopro de Tiago Rodrigues, no Teatro Nacional D. MariaII) e cinema, com o filme Metropolis, musicado por Filipe Raposo (uma repetição do espectáculo do São Luiz no ano passado).

O Festival conclui-se com três coreografias da Companhia Nacional de Bailado nos dias 23, 24 e 25 de Julho.