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Nuno Ferreira Santos
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Teresa Pacheco Miranda
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Cheira a Portugal nos frascos de mel

Do ponto de vista da exigência do consumidor, o mel leva um atraso de 40 anos face à cultura do vinho e de 15 face ao mundo do azeite. A forma de resolver o problema é deixar o conceito de fidelidade para outros assuntos e provar a diversidade dos méis monoflorais. Custa pouco.

Começam num tom amarelo pálido e sobem por diferentes gradações de âmbar. Passam para os pigmentos ruivos e terminam tão escuros que parecem copos de cervejas Porter. Cheiram a rosmaninho, alecrim, laranjas maduras, tília, eucalipto, urze, incenso, jasmim, cravinho, caril, noz-moscada, malte, madeiras exóticas ou café torrado. Na boca, serão muito doces, doces, salgados, adstringentes ou amargos. Todos diferentes, todos desafiantes. Portugal tem méis comprados a bom preço por embaladores estrangeiros que os usam para melhorar lotes medíocres e destinados ao mercado global, incluindo o nosso. Mas os consumidores tratam o mel com a mesma regra que impõem ao bacalhau (por sinal, injusta). Isto é, para quem é, mel basta.