Twitter passa a assinalar informação falsa publicada por Trump

Utilizadores da rede social passam a poder aceder a informação fidedigna sempre que a veiculada pelo Presidente dos Estados Unidos não for a correcta. Trump já reagiu.

Trump teve uma conferência de imprensa esta terça-feira na Casa Branca
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A medida surge após anos de críticas que apontavam o dedo ao Twitter por ser demasiado benevolente com as informações duvidosas transmitidas pelos líderes políticos, nomeadamente Donald Trump Reuters/JONATHAN ERNST

O Twitter colocou em funcionamento, nesta terça-feira, uma ligação que permitirá conferir a veracidade dos tweets publicados pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A iniciativa foi anunciada em primeira mão pelo The Washington Post.

A empresa tecnológica implementou esta medida após anos de críticas que apontavam o dedo ao Twitter por ser demasiado benevolente com as informações duvidosas transmitidas pelos líderes políticos. Esta inovação surge na forma de um ponto de exclamação abaixo do texto da publicação. Ao clicar nesta ligação, o utilizador é direccionado para a informação correcta sobre o tema abordado por Trump, tendo um pequeno resumo sobre o assunto disponível — e se a mensagem do Presidente corresponde ou não à verdade.

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Ponto de exclamação permite ao utilizador ser redireccionado para informação fidedigna Twitter

A primeira verificação de factos aplicou-se a algumas publicações de Trump que expressavam a convicção de que os boletins enviados para as residências dos eleitores serão fraudulentos. “As caixas de correio serão roubadas, os boletins falsificados e até imprimidos ilegalmente e assinados com nomes forjados”, escreveu o Presidente norte-americano. Estas votações feitas por correspondência foram adoptadas por alguns estados norte-americanos para diminuir o risco de contágio da covid-19 entre os eleitores nas primárias.

Apesar de ter usado este sistema de voto no passado, Trump disse que este tipo de acto eleitoral está intimamente ligado à falsificação eleitoral, facto que não é suportado por qualquer base científica.

A porta-voz do Twitter, Katie Rosborough, revela que estas publicações podem ter “potencial informação enganadora sobre o acto eleitoral” e, por esse motivo, foram sinalizadas com “contexto adicional sobre os votos por correspondência”.

O Presidente norte-americano não demorou a reagir (via Twitter), acusando a rede social de “interferir nas eleições presidenciais de 2020”.

Notícia actualizada à 1h40 com a reacção de Donald Trump