Convívio entre avós e netos depende do “tipo de avós que estamos a falar”

Caso os avós sejam jovens e pessoas sem factores de risco, a convivência com os netos dá-se “no âmbito do agregado familiar e não envolve nenhum risco acrescido”, diz a directora-geral da Saúde.

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André Rodrigues

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, explicou nesta quarta-feira que o convívio entre avós e netos depende do “tipo de avós que estamos a falar”.

“Há avós jovens, sem factores de risco, e aí a convivência é no âmbito do agregado familiar e não envolve nenhum risco acrescido. Se os avós tiverem uma idade avançada, nomeadamente 65 ou mais anos, e patologia associada, aqui, sim, tem de haver precaução”, referiu, sublinhando a importância da “protecção dos mais vulneráveis”.

Se os avós forem vulneráveis, devem ser protegidos e o convívio familiar com estas pessoas deve fazer-se com todas as medidas que temos recomendado, entre as quais o distanciamento social, higienização das mãos, etiqueta respiratória e utilização de máscaras”, afirmou a directora-geral da Saúde durante a conferência de imprensa diária sobre a actual situação da pandemia de covid-19. “Depende se é indivíduo de risco pela sua idade e comorbidades”, concluiu.

“Não há motivo para que os pais não deixem os filhos ir à escola”

“Quero dizer a todos os pais, alunos, professores, auxiliares e a toda a comunidade escolar e educativa que o regresso às aulas está a ser ponderado para garantir a segurança de todos”, referiu ainda a directora-geral da Saúde, depois de questionada sobre o regresso às escolas.

Graça Freitas salientou que “não há risco zero em nada”, mas garantiu que as autoridades estão a planear “um conjunto de regras para minimizar o risco”. Risco este que, disse, depende “das condições em que as aulas vão ser retomadas, nomeadamente do edificado, dos equipamentos, da organização das aulas, do contacto entre alunos e dos espaços”.

“É uma série de medidas que tem que ver com a organização do ambiente escolar e outro grupo de medidas que tem que ver com os comportamentos. Um jovem tanto pode ter um comportamento seguro fora do ambiente escolar, como ter um comportamento seguro dentro da escola”, disse, afirmando que este regresso ter-se-á de fazer “de forma ordeira e respeitando as regras”.

O objectivo é “evitar ao máximo a transmissão directa do novo coronavírus, através de gotículas, e a indirecta, através das superfícies”. “Devemos voltar às aulas com toda a confiança, desde que se garanta que todos nós vamos contribuir para este esforço de nos mantermos afastados”, afirmou Graça Freitas, destacando ainda a importância da higienização das mãos, da etiqueta respiratória e da utilização de máscara “como barreira entre nós e o outro”. “Mas o uso de máscara não leva a que as pessoas convivam frente a frente e de perto”, notou, acrescentando que “o risco de voltar para a escola é o risco de viver em comunidade”.

“Não há motivo para que os pais não deixem os filhos ir à escola”, concluiu, sublinhando que “temos de nos habituar a viver com esta nova realidade” e de “aprender a minimizar o risco”.