Coronavírus: avião chegou da China sem ventiladores. Mas com luvas e máscaras

Avião da portuguesa Hi Fly com encomenda de equipamento médico aterrou esta sexta-feira em Lisboa. Das 35 toneladas previstas, vieram apenas 24: ventiladores e reagentes para testes ao novo coronavírus só deverão chegar na próxima semana.

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LUSA/JOÃO RELVAS
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,Família Airbus A320
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A bordo do avião Airbus A340 da Hi Fly deveriam ter chegado 35 toneladas de material médico de protecção e diagnóstico para o combate à covid-19, entre luvas, máscaras, fatos, óculos, reagentes para testes ao novo coronavírus e ventiladores.

Mas ao aeroporto de Lisboa chegaram apenas 24 toneladas: nenhum dos ventiladores ou reagentes terá embarcado na aeronave, uma vez que “a encomenda não estava pronta”, avança a empresa ao PÚBLICO. De acordo com a Hi Fly, a transportadora aérea irá realizar um segundo voo, a 2 de Abril, para recolher o equipamento em falta.

O avião partiu esta quinta-feira directamente de Lisboa para Xangai, na China – tendo a empresa publicado imagens relativas no Instagram –, depois de sucessivos adiamentos devido a questões relacionadas com a obtenção de autorizações do Governo chinês e num compasso de espera para que todo o equipamento chegasse à cidade chinesa. Aterrou no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, esta sexta-feira, pelas 20h10.

O voo foi fretado pela Mirpuri Foundation, “organização sem fins lucrativos, estabelecida por Paulo Mirpuri [também presidente da Hi Fly] com o objectivo de contribuir para um mundo melhor”, como se lê na apresentação da fundação. 

Para além da Mirpuri Foundation participam neste voo “diversas entidades nacionais e internacionais, que se juntaram a esta causa na ajuda aos profissionais de saúde”, refere um comunicado da transportadora, que anunciou ter prescindido da margem de comercialização do voo. “A Mirpuri Foundation fez ainda um donativo adicional de 100 mil euros para viabilizar esta operação”, referia ainda a empresa Hi Fly.

Esta sexta-feira já tinha aterrado no Porto um avião fretado pelo Governo, à Ethiopian Airlines, com quatro milhões de máscaras e centenas de milhares de equipamentos de protecção individual. O próprio primeiro-ministro, António Costa, registou o momento através do seu Instagram oficial  (com fotos de Clara Azavedo) dizendo que “há coincidências felizes": ao aterrar no Porto coincidiu com a chegada de “milhares de equipamentos de protecção individual, fatos de protecção e máscaras, que chegaram hoje a Portugal”. “Em breve, todos estes equipamentos, tão necessários, estarão a ser distribuídos onde fazem mais falta”.