Há extensões de saúde a encerrar para centralizar resposta à pandemia

Administração Regional de Saúde do Centro garante que medida é temporária e que postos voltarão a abrir quando passar o período crítico. O mesmo acontece noutros pontos do país.

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SERGIO AZENHA / PUBLICO

Os habitantes de Vila Faia andam preocupados. Há muito que ouvem falar da possibilidade de encerramento da extensão de saúde daquela freguesia de Pedrogão Grande e desta vez deverá mesmo acontecer a partir de segunda-feira. Mas a medida é temporária, garantem as autoridades.

Questionada pelo PÚBLICO, a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) explica que, “no âmbito do plano de contingência, foi necessário reorganizar os cuidados de saúde primários a nível a de equipamentos e recursos humanos”. Ressalva, no entanto, que “o encerramento temporário das unidades de saúde é da competência dos agrupamentos de centros de saúde (ACES)”.

André Nunes, de Vila Facaia, conta que “as pessoas estão com receio de que [as autoridades] estejam a usar este pretexto para que feche e depois não volte a reabrir”. O presidente da Junta de Freguesia, José Henriques, diz que procurou garantias da ARSC, que lhe terá assegurado que o espaço voltaria a abrir portas quando o período crítico passar. Por enquanto, o único médico de Vila Facaia vai para o centro de saúde de Pedrogão Grande, afirma. 

Mas a situação não é ímpar, menciona o autarca. Na vizinha freguesia da Graça, também a extensão de saúde deverá encerrar e há notícia de vários postos de Alcobaça, por exemplo, que seguem caminho semelhante. Nesse caso, também o Agrupamento de Centros de Saúde do Oeste Norte determinou o encerramento de sete extensões de saúde, numa lógica de reorganização de pessoal e recursos. Também no Norte do país foram tomadas medidas semelhantes, como é o caso de Viana do Castelo.

Como o encerramento temporário é da responsabilidade dos ACES, a ARSC não tem, para já, disponível um número de quantas extensões de saúde está previsto encerrarem durante este período de resposta à covid-19, mas a autoridade refere que “os utentes não ficam sem alternativas”.

“Nesta altura, os utentes são aconselhados a contactar preferencialmente, por telefone, a sua equipa de saúde familiar visto que a sua unidade de saúde continua aberta”, menciona fonte oficial da ARSC. “Foram disponibilizados números para o efeito”, acrescenta.

A autoridade de saúde da região Centro garante que estes postos de menor dimensão serão reabertos quando o período crítico de resposta à pandemia passar.