Actividade económica na zona euro com “colapso sem precedentes”

Indicadores da indústria e serviços mostram quedas em Março superiores às registadas em 2009, no auge da crise financeira internacional.

Bicicleta de estrada
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LUSA/DANIEL DAL ZENNARO

É com a notícia de que a actividade económica na Europa está a registar em Março uma queda mais rápida do que na crise financeira em 2008 e 2009 que os ministros das Finanças da zona euro se reúnem esta terça-feira por videoconferência para discutir qual a resposta política comum a dar para mitigar os impactos negativos do novo coronavírus na economia.

Os números divulgados, dos primeiros a serem conhecidos sobre o período em que a actividade económica começou a ser afectada, servirão certamente, caso ainda seja preciso, para reforçar o ambiente de urgência que se vive neste momento no Eurogrupo. 

De acordo com os dados da IHS Markit, o indicador PMI, que mede o nível de actividade económica na indústria e nos serviços, registou na zona euro, em Março, um “colapso sem precedentes”, ao passar de 51,6 pontos em Fevereiro para 31,4 pontos. Este valor representa um novo mínimo histórico, superando os 36,2 pontos registados em Fevereiro de 2009, no auge da crise financeira internacional.  

A IHS Markit revela ainda que o sector dos serviços foi “especialmente atingido”, tendo o indicador relativo a este sector passado 52,6 pontos para inéditos 24 pontos em Março.

Perante este cenário, os ministros das Finanças da zona euro discutem esta terça-feira que tipo de medidas conjuntas podem adoptar. Em causa está a possibilidade de o Mecanismo de Estabilização Europeu assumir um papel no combate à crise, nomeadamente através da abertura de linhas de crédito aos Estados da zona euro. No entanto, permanecem as divergências entre as capitais, com uma divisão marcada entre o sul e o norte, sobre qual o nível de partilha de risco que deve ser assumido.

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