O caso de Fernando Brassard, que abriu o caminho em 2003

Antigo jogador e treinador de guarda-redes na Federação Portuguesa de Futebol passou a receber pensão vitalícia de 3300 euros mensais.

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Fernando Brassard (à direita) num treino da selecção portuguesa de futebol, ao lado de Quim e de Ricardo António Cotrim/Lusa

Uma lesão grave no escafóide (osso da mão) durante um treino do Vitória de Setúbal, na temporada de 2000-01, obrigou Fernando Brassard a abandonar prematuramente a carreira de guarda-redes aos 29 anos. Após uma longa batalha judicial pelo direito a uma indemnização por acidente de trabalho, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) acabou por dar razão ao ex-jogador. Garantiu-lhe, em 2003, uma pensão vitalícia de 3300 euros mensais, com actualizações anuais. O caso obrigou a mudar a lei e criou jurisprudência.