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Jakobsen vence em Lagos e é o primeiro líder da Volta ao Algarve

A primeira etapa da “Algarvia” estava desenhada para um duelo ao sprint entre alguns dos melhores velocistas do mundo e as previsões confirmaram-se. Nesta quinta-feira haverá chegada em alto e luta pela classificação geral.

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Jakobsen celebra em Lagos DR

Fabio Jakobsen é o primeiro líder da Volta ao Algarve 2020. O ciclista holandês venceu, nesta quarta-feira, a primeira etapa da corrida portuguesa, na chegada a Lagos, batendo, ao sprint - e com autoridade -, os italianos Elia Viviani (Cofidis) e Mateo Trentin (CCC).

A etapa desta quarta-feira estava desenhada para um sprint, já que a chegada em Lagos é, tradicionalmente, decidida pelos corredores mais rápidos, em pelotão compacto: depois de Cândido Barbosa, em 2002, nomes como Petacchi, Greipel, Degenkolb, Gaviria, Groenewegen ou Jakobsen – este último venceu em 2019 – já ergueram os braços nesta meta já habitual na “Algarvia”.

A etapa decorreu, como se esperava, com relativa tranquilidade. A meteorologia não ofereceu “ratoeiras” ao pelotão e, com sol e piso em bom estado, ninguém passou por percalços.

A fuga do dia formou-se logo nos primeiros metros após a partida de Portimão, com Diego López (Orbea), Álvaro Trueba (Tavira) e Pedro Paulinho (Efapel) a escaparem de um pelotão pouco preocupado com o ataque.

Nota para algo já habitual no Algarve: numa fuga de três elementos, dois vieram de equipas portuguesas – as sempre mais animadoras na corrida algarvia, fruto da grande visibilidade da prova a nível internacional.

A vantagem da fuga chegou a ser de quase quatro minutos, mas desde cedo a Quick-Step – a trabalhar para o sprinter Jakobsen – encabeçou o pelotão, mantendo a fuga controlada à distância, a cerca de dois minutos.

Os últimos 50 quilómetros da etapa começaram a trazer mais mexidas no pelotão, com duas formações World Tour a entrarem ao trabalho: a Cofidis, a pensar em Viviani, e a Emirates, do português Rui Costa, mas a pensar, essencialmente, em Kristoff. A fuga foi rapidamente neutralizada, com a Quick-Step sempre a controlar as operações, mas uma mão-cheia de ciclistas tentou estragar a ida em pelotão compacto até à meta.

Um foi o português Rui Costa, outro foi Van Avermaet e outro ainda foi Remco Evenepoel, jovem corredor – um dos favoritos ao triunfo – que já tem mostrado que ataca em todas as frentes e em vários tipos de terreno. Ainda assim, postura estranhamente audaz do corredor da Quick-Step e, sem surpresa, não houve sucesso.

Depois desta fase mais descontrolada – cerca de cinco quilómetros –, o pelotão, com a força dos “comboios” das equipas dos sprinters, acabou mesmo por seguir junto até aos metros finais. Aí, o mais forte foi Jakobsen, que esperou pelo ataque precoce de Viviani para ultrapassar o italiano.

“A estrada era larga e eu gosto disso. Os meus companheiros colocaram-me em excelente posição e consegui sair bem nos últimos metros e ganhar o sprint”, disse o vencedor, após a etapa. E abordou a terceira tirada da Volta ao Algarve, marcada para sexta-feira: “Em Tavira será chegada ao sprint e espero ganhar novamente”.

A segunda etapa traz, nesta quinta-feira, um percurso muito difícil, entre Sagres e o Alto da Fóia, com várias elevações na parte final do dia. Haverá chegada em alto, na Fóia, numa escalada de mais de sete quilómetros – à partida, com extensão e pendentes suficientes para tirar da luta ciclistas mais pesados.

Deverá haver, portanto, a primeira grande disputa pela classificação geral, com trepadores clássicos e mesmo alguns puncheurs fortes em média montanha a terem um dia desenhado à medida.

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